13/Aug/2025
De acordo com cálculo apresentado pelo Ministério da Fazenda e que faz parte de um estudo elaborado em parceira com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Plano de Transformação Ecológica (PTE), lançado pelo governo em 2023, pode elevar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em média em 0,8% ao ano até 2035 e em 0,5% até 2050. O PTE pode aumentar a renda per capita em 2050 em mais de 4% e gerar a criação de cerca de 2 milhões de empregos até 2035 em todos os setores. O PTE pode ainda reduzir emissões de gases de efeito estufa para quase zero até 2050 e aumentar o índice de qualidade do habitat e preservação da biodiversidade em até 7,1% até 2050.
As ações do PTE não agravam a desigualdade de renda e podem reduzi-la em alguns cenários. Os dados atualizam os indicadores demonstrados anteriormente de injeção de 3% no PIB nos primeiros anos e alta de 0,4% até 2030 e uma alta acumulada do PIB com PTE até 2030 estimada em US$ 70 bilhões e US$ 139 bilhões até 2050. As informações davam conta ainda de uma redução de 136 milhões de toneladas de CO2 em 2050 ante 2005, o que significa uma queda de 12% no período. Enquanto muitos países encaram essa mudança do paradigma econômico como um custo para a sociedade, no Brasil, pelas condições geográficas, institucionais, históricas, capacidades científicas já desenvolvidas, essa agenda é vista como uma oportunidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.