13/Aug/2025
A falta de consenso sobre quem "paga a conta" da transição energética é um dos fatores que tem contribuído para que a adoção mais expressiva de energias renováveis esteja mais lenta do que a sociedade demanda. Segundo a TotalEnergies, são custos na casa de trilhões de dólares e os consumidores não estão dispostos a pagar, nem os governantes. Para falar em mudança de matriz energética, é preciso um consenso de governos, centros de pesquisa e da sociedade civil como um todo. Apesar do Brasil deter o que considera o "pré-sal" das fontes de energia mais limpas, o enfrentamento ao desmatamento e uso do solo pelo agronegócio são questões a serem resolvidas. A energia só responde por 18% das emissões de gases no Brasil, que já avançou muito em hidroelétrica, solar e eólica onshore. O Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) acrescentou que os aspectos relacionados aos consumidores representam um dos pontos menos falados da transição energética.
A compra de um carro elétrico exige uma mudança de hábito de consumo brutal para que represente o conjunto padrão de consumidores. Esses consumidores moram em algum lugar, e todo esse entorno precisa estar preparado. Essas são questões para as quais há pouca gente olhando. Para a Constellation, a transição energética, que coloca governos e empresas diante do trilema de fornecer energia ambientalmente correta, barata e acessível, e segura, exige que os governos e as indústrias de óleo e gás e de renováveis não só joguem "muito bem" o jogo geopolítico como tenham clareza de suas vocações. Para continuar um player relevante no processo de transição energética e garantir o fornecimento global, o Brasil precisa entender suas vocações. O petróleo brasileiro tem uma das menores pegadas ambientais em relação aos pares. A cadeia de serviços de óleo e gás é a maior do mundo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.