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12/Aug/2025

Agroindústria brasileira: leve crescimento em maio

Segundo dados divulgados pela FGVAgro, apesar dos desafios significativos enfrentados devido ao embargo de diversos países à carne de frango brasileira, motivado por um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, a agroindústria brasileira conseguiu fechar maio com um leve crescimento. O setor registrou alta de 0,5% em relação a abril, ajustado sazonalmente, e um crescimento de 0,1% na comparação anual com maio de 2024. O segmento de aves e suínos destacou-se, com um aumento significativo de 4,5% comparado a igual período do ano anterior. Esta performance reflete na variação de preços do frango inteiro, que subiu 1,25% em maio sobre abril, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.

A situação indica que, embora pontual, o impacto da gripe aviária não afetou drasticamente o setor ao consumidor final. Por outro lado, o segmento de Insumos Agropecuários sofreu uma alta expressiva de 24% em maio comparado a igual mês de 2024, marcando a 11ª expansão consecutiva. Destacou-se a produção de Tratores e Máquinas, que se recuperou de dificuldades provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Em contrapartida, o segmento de Biocombustíveis sofreu uma significativa contração de 36,7% em maio, frente a igual mês do ano anterior. Fatores como a menor quantidade de cana-de-açúcar processada, matéria-prima de qualidade inferior e um consumo doméstico mais fraco foram determinantes.

Mesmo com um aumento na produção de etanol de milho, a redução do etanol de cana não foi completamente compensada. Nos primeiros cinco meses de 2025, a produção agroindustrial acumulou um modesto crescimento de 0,4% em comparação com igual intervalo de 2024. Esse resultado foi puxado principalmente pelo segmento de Produtos Não-Alimentícios, que acumulou 1,4% de expansão. A FGV Agro alerta que o futuro da agroindústria ainda depende dos desdobramentos relacionados ao "tarifaço" do presidente norte-americano Donald Trump, que pode afetar negativamente setores como produtos florestais, carne bovina e suco de laranja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.