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12/Aug/2025

Agro unido pode destravar problemas estruturais

A John Deere defendeu que o agronegócio brasileiro assuma protagonismo político e atue de forma unificada para destravar problemas estruturais que comprometem a competitividade do setor. O agro precisa liderar o Brasil. O setor tem produção, potencial e conteúdo para direcionar o País para um lugar de destaque. Questões como crédito rural, armazenagem e irrigação permanecem sem solução há quase duas décadas. O custo Brasil ainda impõe barreiras e a fragmentação das demandas do setor enfraquece a interlocução com o governo.

Entidades como Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) devem concentrar esforços em uma agenda comum, com ações de curto, médio e longo prazos. O presidente Lula tem dito que quem manda no Brasil são os brasileiros. O Agro brasileiro contribuiu com 23% do PIB. A posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e energia deve ser explorada em meio à disputa de hegemonia entre Estados Unidos e China. O País precisa diversificar mercados e aumentar a participação de produtos com valor agregado nas exportações, especialmente para a Ásia.

O que vai assegurar que a China cumpra com o Brasil é a competitividade. Não há como tirar o Brasil de uma posição de potência alimentar e energética global, com destaque para o potencial de expansão acelerada dos biocombustíveis. As mudanças na estratégia de blocos e países após tensões geopolíticas recentes aumentaram a busca por parceiros estáveis. Os que tinham relação próxima com os Estados Unidos hoje têm receio de fazer acordos e buscam diversificação. O Brasil é um país confiável, e pode maximizar isso nas negociações internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.