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11/Aug/2025

Tarifa dos EUA: impactos na exportação brasileira

A Oxford Economics avalia que apesar de o Brasil ter uma economia relativamente fechada e bem diversificada, não sairá ileso das tarifas de 50% dos Estados Unidos, principalmente no longo prazo. A projeção é de que as exportações brasileiras recuem 5% e que a competitividade comercial caia 10% até 2040, por conta do tarifaço. Após a lista de exceções, as tarifas de 50% dos Estados Unidos, na verdade, acabam tendo um aumento efetivo reduzido de 20%. Ainda assim, produtos semiacabados de metal, principalmente os feitos de ferro e aço, café e carne são os setores de exportação chave do País fortemente expostos ao aumento da alíquota.

Em cadeia, uma demanda global mais fraca tende a causar impacto em outros setores de exportação ao longo do tempo. Como o cenário base é de que o Brasil não retalie os Estados Unidos, e sim busque medidas conciliatórias, o risco de uma inflação mais elevada por conta do tarifaço diminui, o que, na esteira, mitiga a necessidade de mais aperto monetário por parte do Banco Central. Contudo, a guerra comercial ainda pode escalar e, se isso ocorrer, os riscos econômicos por si só podem mais que dobrar o impacto de longo prazo nas exportações brasileiras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.