08/Aug/2025
O pacote para auxiliar empresas que são afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos e mitigar impactos sobre a economia doméstica será divulgado nesta sexta-feira (08/08) pelo governo, mas apenas em linhas gerais. Os detalhes do plano de contingência, como vem sendo chamado pela equipe econômica, serão conhecidos pouco a pouco, porque levará em conta a demanda das companhias, as necessidades por setores e a demonstração por parte de seus líderes de que há empenho em manter ao máximo o quadro de funcionários existente antes das sanções americanas, preservando os empregos. Além de linhas de crédito que devem ser feitas via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão previstos no pacote ampliação de compras governamentais, principalmente no caso de alimentos perecíveis.
O instrumento usado deve ser a Medida Provisória por causa de seu caráter imediato de aprovação em função da avaliação de que o cenário é de relevância e urgência. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) elabora um mapa do que devem ser os setores e empresas mais atingidos pelas elevações de alíquotas de importação de produtos brasileiros feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump. O Ministério da Fazenda, por sua vez, calcula os impactos da medida sobre a economia e avalia com o Tesouro Nacional os fluxos de caixa. O desenho geral de como o governo deve agir já foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de abril, Trump criou o que chamou de tarifas recíprocas, uma taxa de 10% que seria aplicada em praticamente todas as importações dos Estados Unidos.
No início de julho, uma outra rodada de tarifas para o Brasil (de 40%) também foi anunciada, totalizando uma alíquota de 50%. Ainda no mês passado, o governo norte-americano recuou, colocando 694 produtos brasileiros na lista de exceção, o que trouxe algum alívio para o País. Entre as empresas e setores que mais aguardavam essa redução estavam a Embraer e a indústria de suco de laranja, que passarão a ter seus produtos taxados ainda nos 10% iniciais. O governo e os produtores de café, frutas tropicais e cacau ainda aguardam a mesma redução de tarifas. A expectativa era de que o anúncio fosse feito por Trump ainda na semana passada por causa do impacto que a alta dos preços pode ter para a inflação norte-americana, mas até o momento ainda não ocorreu. Ainda se espera uma sinalização nessa linha pelo republicano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.