08/Aug/2025
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou recuo de 1,25% em junho. A taxa de maio foi revista de uma redução de 1,29% para uma queda de 1,21%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou uma queda de 3,11% no ano e avanço de 3,24% em 12 meses. Considerando apenas a indústria extrativa, houve alta de 0,18% em junho, após a redução de 3,03% em maio. A indústria de transformação registrou uma redução de 1,31% em junho, ante um recuo de 1,13% em maio. A queda de 1,25% no IPP de junho foi o quinto mês consecutivo de deflação no indicador. Houve reduções também em fevereiro (-0,12%), março (-0,60%), abril (-0,12%) e maio (-1,21%). Como consequência, o IPP acumulou redução de -3,11% no ano.
O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. A queda de 1,25% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em junho foi decorrente de reduções em 13 das 24 atividades pesquisadas. A desvalorização do dólar ante o Real tem ajudado a manter o IPP em deflação. Os preços dos produtos industriais na porta de fábrica recuaram em junho pelo quinto mês consecutivo. Outro ponto seria a cotação mais baixa de algumas commodities no mercado internacional, como o petróleo e os minérios de ferro, que acaba sendo acompanhada pelos preços dos produtos brasileiros e se espalha por diversos outros setores da indústria, diminuindo os custos de produção. Em junho, a queda nos preços dos alimentos deu a maior contribuição para a deflação do mês, com redução de 3,43% e contribuição de -0,88%.
Um dos destaques para a queda nesta atividade é o grupo de abate e fabricação de produtos de carne, com uma queda de 4,34% em junho, justificada, em grande parte, pelos menores preços das carnes de aves. Estes produtos estão com excesso de oferta do mercado interno, como consequência de restrições externas aos produtos brasileiros por conta da gripe aviária, que atingiu algumas áreas produtoras. Outro destaque é o grupo de fabricação e refino de açúcar, com uma queda de 6,84% em junho, ainda em linha com o período de safra da cana e aumento da oferta global dos produtos, com clima favorável em outros grandes países produtores, como a Índia e Tailândia, e consequente queda nos preços internacionais, que, novamente, é intensificada pela depreciação do dólar. Houve impacto também no IPP de junho dos recuos nas atividades de refino de petróleo e biocombustíveis (-2,53% e impacto de -0,25%) e metalurgia (-1,07% e -0,07%). Na direção oposta, a maior pressão sobre o IPP partiu do setor de farmacêuticos, com alta de 2,23% e impacto de 0,06%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.