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07/Aug/2025

Governo avalia cadeias agrícolas afetadas por tarifa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo está olhando setor a setor para atendimento especializado às cadeias agrícolas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. A sobretaxa de 40% imposta pelo mercado norte-americano sobre produtos importados brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (06/08) adicional à alíquota de 10% em vigor desde 5 de abril. Há uma série de medidas a auxiliar, porque mesmo que seja um produto de menor quantidade exportado para os Estados Unidos, pode ser significativo para aquele segmento ou para alguma empresa específica, que pode ser muito dedicada à exportação aos Estados Unidos. Essa é uma determinação do presidente Lula que está cobrando de todos os ministérios olhar diferenciado para setores e empreendedores, caso a caso.

De acordo com o ministro, a Pasta já fez um mapeamento de empresas e segmentos que podem necessitar de atendimento especializado com dosimetria inclusive nas medidas de crédito. Fávaro voltou a citar linhas de crédito emergencial e compras públicas como as eventuais medidas que podem ser adotadas em socorro aos setores afetados pelo tarifaço, mas sem detalhes. Questionado sobre compras governamentais para produtos que deixarão de ser exportados para os Estados Unidos para eventual absorção interna, o ministro não detalhou. O ministro também ressaltou a busca por novos e ampliações de mercados para redirecionamento de exportações de produtos agropecuários.

Entre eles, mencionou tratativas para ampliar a habilitação de frigoríficos aptos a exportar carne bovina para Indonésia, Vietnã e China. Para pescados, o ministro observou a possibilidade de exportação para países da América Central. Tudo isso está sendo intensificado com medidas de redirecionamento do comércio, apontou Favaro. Ele criticou, ainda, a imposição de tarifas por Donald Trump, classificando como "incompreensível". É incompreensível a interferência em todos os países do mundo, querendo criar uma nova forma de comercialização. Então, o Brasil está aberto a dialogar, até porque os Estados Unidos são superavitários com o Brasil. O ministro observou ainda que causa muita estranheza ver brasileiros apostando no aumento das tarifas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.