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06/Aug/2025

Dólar fecha em leve baixa antes das tarifas dos EUA

O dólar fechou perto da estabilidade nesta terça-feira (05/08), refletindo uma sessão de baixa volatilidade tanto no mercado nacional quanto no cenário externo, conforme os investidores continuaram monitorando o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a ata do Banco Central também no radar. O dólar fechou em baixa de 0,02%, a R$ 5,50. O pregão foi novamente marcado pelo foco no comércio, na véspera da entrada em vigor da tarifa de 50% do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma série de produtos brasileiros, enquanto o governo do Brasil busca negociar. Os investidores estiveram receosos de que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro pudesse gerar uma reação de Trump, que vincula sua ameaça tarifária ao julgamento do aliado. Ainda que esse temor não tenha se concretizado, pelo menos por enquanto, os agentes financeiros permaneceram cautelosos, sem realizar apostas em qualquer direção no mercado de câmbio.

Segundo a Manchester Investimentos, como houve anteriormente um “bombardeio” de notícias muito rápido, o mercado não está conseguindo se posicionar. Isso é um problema, tem que ter algo muito grande para o mercado ir para uma direção. Um ponto de atenção para os investidores nas próximas sessões será a expectativa pelo anúncio de um plano de contingência por parte do governo para enfrentar os potenciais impactos da tarifa dos Estados Unidos. Caso realmente prevaleçam as tarifas, pode haver subsídios, o que aponta para a questão fiscal. Essas definições com certeza vão impactar no mercado. Os investidores domésticos também acompanharam a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Banco Central, quando as autoridades decidiram manter a taxa de juros em 15%. A autarquia manteve a visão de que os vetores inflacionários seguem adversos, com pressões no mercado de trabalho, expectativas de mercado para a inflação desancoradas e projeções de preços elevadas, o que enfatiza a necessidade de juros em patamar contracionista por período bastante prolongado.

O dólar atingiu a maior cotação, a R$ 5,53 (+0,46%), ainda nos primeiros minutos de negociações. A mínima do pregão foi de R$ 5,49 (-0,15%). No cenário externo, o sentimento também era de cautela, depois da forte volatilidade recente impulsionada por um relatório de emprego fraco nos Estados Unidos que fomentou apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá cortar a taxa de juros já em seu próximo encontro, em setembro. Os mercados globais esperam que Trump indique um substituto nos próximos dias para a diretora do Fed Adriana Kugler, que renunciou antecipadamente ao cargo na semana passada. A expectativa é de que o indicado seja alinhado à visão de Trump de defender cortes de juros imediatos. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,14%, a 98,764. O Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.