06/Aug/2025
O governo norte-americano passou a discutir um conjunto de medidas em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre elas, a ampliação do tarifaço ao Brasil, a aplicação da Lei Magnitsky a mais integrantes do Supremo Tribunal Federal e a suspensão do visto de juízes auxiliares da Corte, de autoridades da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, e de políticos com atuação no STF. Mas, até o momento, as restrições à esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, são a medida mais concreta em análise. Sancionar a advogada seria uma "extensão" das medidas que já afetam Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky. A sanção impactará de forma significativa as atividades do escritório Barci de Moraes ao impedir que seja contratado por norte-americanos e pessoas e empresas que tenham negócios com os Estados Unidos.
A ampliação do tarifaço ao Brasil é outra possibilidade, mas não conta com o apoio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo, que participam das conversas. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) afirmou que o setor produtivo está preocupado com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, e com declarações do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Num momento em que a diplomacia brasileira precisava ser mais contundente, as propostas de enfrentamento colocam em risco toda a cadeia produtiva nacional (indústria, comércio, serviços e agro). Além das guerras, que aumentam os custos de produção, bravatas podem colocar em risco o sistema de produção e afetar a economia do campo ao produto final. Fontes: Metrópoles e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.