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04/Aug/2025

Governo brasileiro disponível para diálogo com EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que tem mantido contato contínuo com a assessoria do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e que está à disposição para se reunir com o norte-americano. Bessent é uma figura central para negociação. O ministro pontuou que há alguns aspectos da decisão do presidente Donald Trump que resvalam na política. O Scott Bassett é alguém que pode ajudar a mediar o entendimento. É preciso haver compreensão por parte do governo norte-americano de como funcionam as instituições brasileiras e de quais são os limites que o Poder Executivo tem, do ponto de vista constitucional e do ponto de vista da harmonia dos poderes.

Perguntado se uma reunião com Bessent pode ocorrer antes do dia 6 de agosto, data prevista para entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos a produtos brasileiros, Haddad respondeu: "Não depende de mim, eu estou disponível a todo tempo, sábado, domingo, de madrugada". Fernando Haddad afirmou que os Estados Unidos têm perdido espaço na economia brasileira nos últimos anos, mas defendeu que o Brasil quer ampliar as parcerias com aquele país. Para Haddad, o Brasil precisa administrar uma situação incomum: o presidente norte-americano tem sido influenciado pela família Bolsonaro, recebendo informações equivocadas sobre o Brasil.

É preciso dissipar essa desinformação e trazer o debate para a racionalidade em busca da cooperação. Os Estados Unidos têm perdido espaço na economia brasileira. Eles representavam 25% das exportações brasileira. Hoje, representam menos da metade. Isso não é bom, porque é a maior economia do mundo. Ele sustentou que na administração Joe Biden, o governo brasileiro fez "o possível" para atrair mais investimentos norte-americanos. Embora tenha havido uma troca de comando nos Estados Unidos, o objetivo do Brasil, enquanto Estado nacional, continua sendo o mesmo: mais parcerias com os Estados Unidos.

Isso não vai mudar, porque agora tem um presidente menos alinhado com a social democrática brasileira. Há muito espaço para parcerias e é sobre isso que é preciso jogar luz. Ele defendeu um estreitamento dos laços de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, desde que seja bom para os dois lados. Apesar da concorrência com produtos norte-americanos em alguns setores, o ministro citou o espaço para complementaridade. Os Estados Unidos têm participado pouco de licitações no Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.