10/Jul/2025
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enfatizou que as obras do banco em Belém (PA), que vai sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) em novembro, não são para “maquiar” a cidade e que a cúpula pode ser um marco para a área de restauro florestal no Brasil. Há obras estruturais fora das áreas onde os visitantes vão estar para a cúpula. Obras estruturantes que vão modificar Belém como um legado. São investimentos estratégicos e que inauguraram uma nova fase dentro do BNDES. A expectativa é ter na COP30 grandes anúncios estratégicos para que o BNDES seja pioneiro na área de restauro florestal. O banco já destinou mais de R$ 650 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração ecológica no Brasil desde 2023.
Os pedidos de crédito para restauro florestal são de quase R$ 4 bilhões, o que é “um bom problema”. O mundo está defronte de uma equação climática que exige “novos adultos” para pensar as soluções, mas o “cinismo climático” atrasa as respostas necessárias. O tempo político do mundo não é o mesmo da natureza e no contexto da desordem internacional do último ano, a questão climática entra no âmbito da reorganização da economia global. Com a COP30 sendo Brasil, o País tem condições de ser mais diverso e criativo nas possibilidades de interlocução internacional. Ainda, os resultados do edital do BNDES, em conjunto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para selecionar propostas para atração, implantação ou expansão de Centros de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I) no Brasil, que recebeu 618 propostas que somam R$ 57,4 bilhões em investimentos, foram celebrados.
No cenário internacional, os incentivos governamentais têm se mostrado fundamentais para atrair os centros de empresas multinacionais. Um dos casos destacados pelo BNDES é o da China e da Índia, que oferecem incentivos diretos voltados a setores estratégicos, como eletrônica e farmacêutica. Os centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) são instalações que compreendem laboratórios, plantas piloto, plantas de demonstração e outras instalações de uso exclusivo para atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Suas atividades abrangem desde pesquisa básica e aplicada até o desenvolvimento de produtos, testes, validação, além de colaboração com universidades e instituições científicas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.