09/Jul/2025
O dólar voltou a cair no Brasil e encerrou esta terça-feira (08/07) novamente abaixo dos R$ 5,45, em uma sessão de modo geral mais favorável a moedas emergentes em todo o mundo, ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha ameaçado aplicar novas tarifas de importação sobre produtos e países. O dólar fechou com queda de 0,63%, a R$ 5,44. No ano, a divisa acumula baixa de 11,85%. Na segunda-feira (07/07), o dólar havia subido mais de 1% ante o Real após Donald Trump ameaçar impor tarifas a países do Brics com políticas “antiamericanas”, além de estabelecer novas taxas a alguns parceiros comerciais, como Japão e Coreia do Sul.
Passado este primeiro impacto, o dólar despencou ante o Real já no início da sessão desta terça-feira (08/07), acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes e exportadores de commodities no exterior. Segundo o Banco Moneycorp, o mercado já assimilou que os Estados Unidos irão aplicar novas taxas em agosto. Ainda que Trump tenha feito novas ameaças tarifárias nesta terça-feira (08/07), inclusive para países do Brics, o dia foi de baixa para o dólar ante a maioria das divisas de emergentes e exportadores de commodities, incluindo o Real, o rand sul-africano e o peso mexicano, moedas de países do Brics que, na véspera, haviam sido penalizadas.
Assim, após marcar a cotação máxima de R$ 5,48 (+0,15%) na abertura da sessão, o dólar atingiu a mínima de R$ 5,43 (-0,82%). Internamente, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a intenção da autarquia de buscar a meta contínua de 3% de inflação. O Banco Central vendeu toda a oferta de 35.000 contratos de swap cambial tradicional. No exterior, apesar de ceder ante boa parte das divisas de emergentes, o dólar sustentava ganhos ante o iene, após o Japão ter sido penalizado na véspera pela artilharia tarifária de Donald Trump. Com isso, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, incluindo o iene, subia 0,13%, a 97,481. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.