09/Jul/2025
As mais recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre elevar tarifas a países dos Brics foram vistas pelo governo brasileiro sem grandes surpresas, como uma intensificação do processo de aplicação de sanções e aumento de tarifas já anunciado. Uma fonte da equipe econômica avaliou que o risco maior é que as tarifas impostas pelos Estados Unidos desviem o comércio que iria para aquele país para o Brasil. Como muitos países estão passando por isso, todo mundo está procurando mercado para desovar os seus produtos. Isso é um risco real.
As tarifas prejudicam com mais ênfase a Embraer e os setores nacionais de aço e pneus, mas o impacto no setor exportador brasileiro é pequeno. Dada a tarifa que tinha sido imposta ao Brasil (de 10%), o País fica em vantagem competitiva. Donald Trump fez uma ameaça de que países alinhados às "políticas antiamericanas do Brics" vão pagar uma tarifa adicional de 10% e anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos do Japão e da Coreia do Sul enviados ao país e de 30% sobre as mercadorias compradas da África do Sul. Outros quatro países (Laos, Mianmar, Malásia, Cazaquistão) foram taxados em suas exportações aos Estados Unidos.
As novas cobranças começam a partir de 1º de agosto. Na segunda-feira (07/07), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, voltou a frisar o déficit da balança comercial Brasil-Estados Unidos, e reforçou que o Brasil "não é problema" com base nesse critério. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que existe um grau de incerteza nas declarações de Trump. Ele reforçou que o Brasil está focado em promover um trabalho técnico junto ao governo norte-americano. Os prazos estão sendo prorrogados, depois tem muitas idas e vindas. É preciso aguardar. Uma equipe do governo brasileiro está negociando com o governo norte-americano sobre o acordo bilateral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.