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17/Jun/2025

Agronegócio brasileiro monitora conflito Irã-Israel

O agronegócio brasileiro acompanha com preocupação a escalada do conflito entre Irã e Israel a fim de diagnosticar os reflexos das tensões sobre o setor produtivo nacional. Representantes de entidades exportadoras afirmam que o momento exige cautela ao avaliar os impactos sobre o setor, o que dependerá da evolução ou não do conflito. Mas, as lideranças já enxergam efeitos imediatos no encarecimento de fretes marítimos e de fertilizantes em meio ao quarto dia de bombardeios entre os países. Os riscos de encarecimento do frete marítimo e do prolongamento dos percursos são prementes. De imediato, deve haver mudanças de rotas pelas transportadoras marítimas para redirecionamento das cargas minimizando o risco de passagem por rotas com troca de ataques. As empresas estão levantando se já houve mudanças de rotas.

Outro impacto relevante é no abastecimento de fertilizantes ao Brasil. O Irã responde por cerca de 17% de tudo que o Brasil importa de ureia anualmente. Não há risco de falta, mas os preços dos adubos nitrogenados já estão em alta e devem subir mais em virtude do conflito e das instabilidades decorrentes. Isso representa aumento no custo de produção de insumo essencial para o cultivo do milho. A balança comercial entre os países é considerada complementar. O Brasil exporta sobretudo soja e milho ao Irã e importa fertilizantes, em especial ureia. De janeiro a maio deste ano, as exportações de produtos agropecuários brasileiros ao Irã alcançaram US$ 1,036 bilhão em receita, de acordo com dados do Agrostat (sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro). A pauta exportadora é concentrada em cereais (US$ 508,165 milhões), complexo soja (US$ 466,394 milhões), carne de frango (US$ 153,240 mil) e fumo (US$ 148,539 mil).

As importações de produtos agropecuários iranianos pelo Brasil somaram US$ 4,615 milhões, em especial de frutas, nozes e castanhas. Em contrapartida, de fertilizantes iranianos o Brasil importou 61,046 mil toneladas de adubos nitrogenados de janeiro a maio deste ano, com o desembolso de US$ 20,481 milhões, conforme os dados do Comextat, serviço de estatísticas de comércio exterior do Brasil. Em relação ao impacto nas exportações brasileiras para o Irã, o tema segue no radar, mas há cautela com eventuais riscos de arrefecimento na demanda já que a pauta concentra-se no fornecimento de commodities agrícolas, consideradas essenciais para a segurança alimentar. Por enquanto, não há queda na demanda, mas gargalos logísticos podem dificultar a chegada das cargas, o que aumenta os custos para os importadores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.