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17/Jun/2025

G7: Cúpula poderá terminar sem grandes acordos

A 50ª edição da Cúpula do G7, em Kananaskis, no Canadá, começa com elevadas expectativas, mas pode terminar sem grandes frutos. Alguns acordos comerciais podem ser encaminhados. No entanto, tratados mais importantes, como com o Japão e União Europeia, podem não ocorrer. A escalada das tensões no Oriente Médio, além do conflito entre Rússia e Ucrânia e na faixa de Gaza, também dificulta a convergência de opiniões dos líderes em torno de um comunicado de peso ao fim do encontro. As reuniões bilaterais entre os líderes do G7 começaram nesta segunda-feira (16/06). Também ocorreu a primeira sessão de Trabalho do G7, com foco nas perspectivas econômicas globais. Criado em 1975, o grupo completa 50 anos e é formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. A União Europeia também participa das reuniões, mas não é considerada um membro oficial.

Os países convidados, que incluem Brasil, Austrália, Ucrânia, Coreia do Sul, México e Índia, participam dos debates nesta terça-feira (17/06). No foco das discussões dos líderes do G7 estão os ataques entre Israel e o Irã, além do conflito na Faixa de Gaza e a guerra na Ucrânia. A participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, também contribui para manter o tema na pauta. Outro assunto de destaque diz respeito ao novo desenho do comércio global diante das tarifas recíprocas dos Estados Unidos, anunciadas no início de abril. As discussões comerciais estarão no topo da agenda, faltando apenas semanas para o fim da pausa de 90 dias nas tarifas, em 9 de julho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou esperar que acordos comerciais sejam acertados na Cúpula do G7. Para o banco BBH, embora alguns acordos menores possam ser anunciados às margens do G7, grandes pactos comerciais como com a União Europeia e o Japão estão "longe" de serem alcançados.

Nesta lista, o banco também cita a China, que chegou a um acordo preliminar com os Estados Unidos, mas ainda depende de aprovação. Acordos com o Vietnã e a Índia podem ser os próximos, segundo a Bannockburn Capital Markets. Por ora, o único país que já se acertou com a gestão Trump foi o Reino Unido, faltando menos de um mês para o fim da trégua tarifária. Haverá o habitual lobby por isenções tarifárias e tratamento especial no comércio, enquanto os Estados Unidos provavelmente devem pressionar os aliados a fazerem mais para aumentar os gastos com defesa, avalia o Rabobank. O Brasil também não deve sair do G7 com um acordo comercial com os Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem encontro previsto com Donald Trump. Nenhum dos lados procurou aproximação. O País foi taxado em 10% pelas tarifas recíprocas norte-americanas, o que o posicionou entre os menos afetados pela nova política comercial dos Estados Unidos.

Operadores de mercado também estão céticos quanto a um comunicado de peso do G7. Os diferentes conflitos e as ameaças de uma guerra comercial desafiam o entendimento entre os membros mais industrializados do mundo. Segundo a Bannockburn Capital Markets, a reunião do G7 no Canadá pode chamar a atenção, mas se os membros conseguirem concordar em uma declaração, provavelmente será tão insossa, para expressar a divergência de opiniões e o aparente isolamento dos Estados Unidos, que provavelmente terá impacto limitado nos mercados. O dólar tende a enfraquecer enquanto a administração Trump pressiona sua ofensiva tarifária. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos prometeu impor novas tarifas unilaterais a parceiros comerciais por meio de cartas e ameaçou aumentar a taxação sobre automóveis, o que poderia complicar os esforços de um acordo com o Japão e a Europa no G7. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.