ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

04/Jun/2025

Dólar recua com expectativa sobre opção ao IOF

A expectativa por medidas estruturais que ajustem as contas públicas, como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), deu fôlego ao Real na sessão desta terça-feira (03/06). Apesar de certa frustração com declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não trouxe detalhes sobre o plano fiscal, o dólar fechou em queda de 0,70%, a R$ 5,63, na contramão do comportamento da moeda norte-americana no exterior. O descolamento do Real da tendência externa começou ainda pela manhã à medida que investidores digeriam fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula revelou que se reuniria em almoço com o Haddad e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para colocar as "contas fiscais em ordem".

O presidente argumentou que o aumento do IOF engendrado pelo Ministério da Fazenda foi uma tentativa de fazer um "reparo" no quadro fiscal porque o Senado descumpriu uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de compensar a desoneração da folha de pagamentos. Segundo o Travelex Bank, o Real operou na contramão das outras moedas em função do discurso de Lula. O presidente também cobrou as compensações às desonerações. Na expectativa pelo desenlace do encontro de Lula com Haddad e lideranças do Congresso, com crescentes especulações em torno de medidas mais estruturais para equilibrar as contas públicas, o Real experimentou uma valorização mais forte. Em paralelo a sucessivas máximas do Ibovespa, o dólar operou pontualmente abaixo de R$ 5,63, com mínima a R$ 5,62. Após a fala de Haddad, a divisa chegou a tocar R$ 5,64, mas encerrou na casa de R$ 5,63. Haddad não anunciou as medidas apresentadas a Lula e alertou para especulações.

O governo, avisou o ministro, terá reunião com líderes partidários neste domingo (08/06), para discutir as alternativas ao IOF. Ele explicou que os itens validados pelo presidente dizem respeito a 2025. A Frente Corretora afirma que houve represamento de operações no mercado de câmbio ao longo do dia, com investidores à espera das medidas, uma vez que parte do aumento do IOF se refere a transações cambiais. Haddad não deu mais sinais de quais vão ser as alternativas. O governo já chegou ao limite da tributação, mas não se vê disposição para medidas estruturais de cortes de gastos. O real, à exceção desta terça-feira (03/06), tem seguido o movimento global de moedas, marcado por enfraquecimento do dólar ao longo de 2025. O Real se beneficiou até agora da queda do DXY e de um fluxo para a bolsa, mas esse nível pode não ser sustentável sem cortes de gastos. O dólar tende a voltar para o nível de R$ 5,90 nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.