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21/Feb/2025

Agenda Sustentável: 2025 será um ano de ajustes

Segundo o Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon), o ano de 2025 será um "divisor de águas" na implementação da agenda de sustentabilidade por parte das empresas brasileiras. As companhias abertas devem aproveitar este ano para "errarem e se ajustarem", já que a partir de 2026 será obrigatória a divulgação do relatório de riscos ESG. De acordo com resoluções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Monetário Nacional (CMN), empresas que têm ações negociadas na bolsa e bancos de grande porte serão obrigadas a publicar relatórios de sustentabilidade a partir de 2026. No caso das companhias abertas, o documento já está disponível desde 2024, em caráter voluntário. Vale e Renner foram as primeiras a aderirem à iniciativa e deverão divulgar os relatórios com os novos padrões internacionais até setembro deste ano.

A divulgação dos documentos por essas duas empresas servirá de termômetro para que outras companhias possam seguir o mesmo caminho já em 2025, antes que a regra seja "mandatória". Este ano será o "período de errar" e corrigir a rota, já que o não cumprimento da norma ainda não vai resultar em aplicação de multas e penalidades. A expectativa é de que este ano terá um volume bem maior de adesão voluntária. Quem deixar para 2026, que é ano mandatório, não vai ter tempo de errar. O risco é esse. Em 2025, todas as partes do processo devem convergir interesses e aprender juntas sobre a nova agenda de sustentabilidade. O maior risco em relação à implementação dessa agenda no Brasil envolve treinamento e capacitação, já que exigirá preparo de todos os atores envolvidos.

Por exemplo, o ambiente acadêmico, que precisará treinar os alunos; os contadores, que terão a responsabilidade para reter dados não financeiros a serem previstos nos relatórios; os auditores independentes, que deverão dar credibilidade a essas informações; e os próprios reguladores. O maior risco é exatamente pegar uma base grande de profissionais e ensiná-los coisas que até então não eram de conhecimento. Por isso 2025 vai ser um “divisor de águas". A postura do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de maior negacionismo climático deve gerar efeitos na agenda sustentável mundial apenas no curto prazo. No médio e longo prazo, a pauta se fortalece com o apoio de grandes players, como Reino Unido, países da União Europeia, Japão e Austrália. A agenda de sustentabilidade é uma agenda dada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.