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19/Feb/2025

Brasil: câmbio e juros pressionam margens do Agro

Segundo o Itaú Unibanco, o agronegócio brasileiro deve enfrentar um cenário desafiador em 2025, com juros elevados e instabilidade cambial pressionando as margens do setor. O ano será difícil para o agronegócio brasileiro, em geral, porque as margens tenderão a ficar bastante comprimidas na maioria das commodities. Muitos produtores trabalharão apenas para pagar os custos financeiros, o que deve travar investimentos no setor. No cenário de juros, o Banco Central deve continuar elevando a taxa Selic, atualmente em 13,25%. Garantido para 14,25% em março; 15% em maio; e 15,75% em junho.

O Banco Central precisa manter uma postura restritiva por causa do aquecimento da economia e pressões inflacionárias. No mercado de câmbio, após atingir R$ 6,20 no início do ano, o dólar recuou para cerca de R$ 5,70. Porém, esse movimento de baixa pode ser temporário. O dólar vem subindo contra todas as moedas do mundo desde outubro do ano passado. Há preocupação especial com a formação de custos para a safra 2025/2026, que ocorrerá no segundo e terceiro trimestres deste ano. Até o momento, o câmbio mais ajudou do que atrapalhou.

O Brasil plantou com o câmbio um pouco mais apreciado, ele se desvalorizou, ajudou no preço da soja e no café. Daqui para frente, esse risco é muito grande. O Itaú projeta que o dólar chegará a R$ 5,90 no fim do ano, mas a trajetória será volátil. Volatilidade é o ‘nome do jogo’, e pensando no setor agrícola, é preciso ter cautela para não ser pego de ‘pé trocado’: formar custo e vender em momentos às vezes descasados. Fazer a gestão de risco é algo crucial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.