23/Oct/2024
O Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO) divulgado nesta terça-feira (22/10), voltou a melhorar a projeção de crescimento do Brasil neste ano, após piorá-la em julho último, quando temia o efeito econômico das enchentes no Rio Grande do Sul. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 3% em 2024, o que representa um aumento de 0,9% em relação à estimativa anterior, de 2,1%. Esta é uma revisão devido ao consumo e investimentos mais fortes no primeiro semestre do ano devido a um mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e interrupções menores do que o previsto devido a enchentes no Rio Grande do Sul. Ao melhorar a projeção, o FMI segue outros organismos, a exemplo do Banco Mundial e bancos da Faria Lima a Wall Street, que têm melhorado as estimativas para a expansão do Brasil em meio à surpresa positiva com o PIB local.
Caso o cenário previsto se materialize, o País vai apresentar uma leve aceleração em relação a 2023, quando cresceu 2,9%. Ainda assim, o Brasil deve se expandir abaixo do ritmo de economias emergentes e em desenvolvimento no exercício vigente. Por outro, o País é esperado crescer acima da expansão prevista para a região da América Latina e Caribe, de 2,1% e 2,5%, respectivamente. Para 2025, a estimativa para o avanço do PIB brasileiro foi reduzida, antevendo uma desaceleração da economia doméstica. O FMI projeta aumento de 2,2%, o que representa uma queda de 0,2% contra a estimativa anterior, divulgada em julho último. Com a política monetária ainda restritiva e o esperado esfriamento do mercado de trabalho, espera-se que o crescimento do Brasil] modere em 2025. Por sua vez, vê os preços mais resistentes no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,3% neste ano, acima da sua última projeção, de 4,1%.
Em 2025, o indicador deve desacelerar para 3,6%, também acima da estimativa anterior, de 3,0%. Este patamar será alcançado apenas em 2029. Ainda assim, os preços no Brasil seguem uma trajetória de esfriamento. Em 2023, o IPCA ficou em 4,6%. O crescimento salarial robusto impede uma desinflação mais rápida no setor de serviços. O índice de desemprego no Brasil deve ficar em 7,2% neste e no próximo ano, abaixo das estimativas anteriores. No ano passado, foi de 8%. As premissas de política monetária no Brasil são "consistentes" com a convergência da inflação dentro da faixa de tolerância até o fim de 2024. Depois de ter começado a baixar os juros antes de economias desenvolvidas, o País entrou em novo ciclo de elevação das taxas em meio à deterioração das expectativas para os preços e os temores fiscais no front doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.