ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

08/Oct/2024

Commodities pressionaram a inflação no atacado

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os aumentos em commodities agropecuárias pressionaram a inflação no atacado medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro. O IGP-DI saiu de uma alta de 0,12% em agosto para uma elevação de 1,03% em setembro. Em 12 meses, o índice acumulou aumento de 4,83%. Commodities de peso no índice de preços ao produtor, como soja, bovinos, leite e laranja, registraram alta expressiva entre agosto e setembro, colocando os produtos agrícolas como os principais responsáveis pela aceleração da inflação ao produtor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) passou de uma alta de 0,11% em agosto para uma elevação de 1,20% em setembro.

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais acelerou de 0,12% em agosto para 0,90% em setembro, tendo como principal contribuição o subgrupo alimentos processados, cuja variação passou de 0,83% para 2,60%. A taxa do grupo Bens Intermediários saiu de 0,61% em agosto para 0,62% em setembro, influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,60% para 1,23%. O grupo das Matérias-Primas Brutas saiu de uma queda de 0,47% em agosto para uma alta de 2,19% em setembro, sob pressão dos itens: soja em grão (de -2,03% para 6,51%), leite in natura (de 0,65% para 5,37%) e bovinos (de 2,75% para 5,87%).

Em sentido oposto, os destaques foram a cana-de-açúcar (de 1,35% para 0,11%), aves (de 1,99% para 1,18%) e algodão em caroço (de -2,74% para -3,13%). O aumento de 7,04% na tarifa de energia elétrica residencial em setembro também pressionou a inflação no varejo medida pelo IGP-DI. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) saiu de uma queda de 0,16% em agosto para uma elevação de 0,63% em setembro. Seis das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Habitação (de -0,40% em agosto para 1,72% em setembro), Alimentação (de -1,03% para 0,04%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,60% para 1,51%), Despesas Diversas (de 0,45% para 1,85%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,37%) e Comunicação (de 0,16% para 0,31%).

As principais contribuições partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de -2,09% para 7,04%), hortaliças e legumes (de -17,25% para -9,56%), passagem aérea (de -3,46% para 8,78%), cigarros (de 0,75% para 8,30%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,44% para 0,35%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,34% para 3,38%). Na direção oposta, a taxa foi mais branda nos grupos Transportes (de 0,82% para -0,32%) e Vestuário (de -0,04% para -0,09%), sob influência dos itens gasolina (de 2,29% para -0,96%) e roupas (de 0,07% para -0,23%). O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,39% em setembro, após um aumento de 0,20% em agosto. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 48,71% em agosto para 53,23% em setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.