04/Oct/2024
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira (03/10), que o banco tem empenhado esforços, com apoio de uma equipe multissetorial, para responder aos desafios provocados pelas mudanças climáticas. O Brasil está diante de uma catástrofe climática, declarou Mercadante. Ele lembrou a tragédia no Rio Grande do Sul, que, num intervalo relativamente curto de tempo, enfrentou tanto as consequências de uma seca quanto de inundações. Nas enchentes recentes, 200 mil veículos foram destruídos no Estado. Não é só a estrutura que fica afetada, as empresas ficam devastadas. Já foi colocado no Rio Grande do Sul algo da ordem de US$ 15 bilhões de dinheiro do governo.
Agora, o País enfrenta uma estiagem sem precedentes, que afeta a Região Norte atualmente. O BNDES também tem se esforçado para recuperação da mata nativa na Região Nordeste, de modo a tentar frear o avanço da desertificação. Os incêndios também são outra característica de superaquecimento, mas tem um ato predatório. E isso esteve presente nesse ambiente de superaquecimento. Ainda estão sendo apuradas as causas, e devem ser punidas de forma exemplar. O balanço do BNDES está todo hoje direcionado para cumprir a meta da Acordo de Paris, com esforços internos para identificar ações de descarbonização e medidas voltadas ao fomento de uma transição justa e economia sustentável.
O governo tem programas de descarbonização muito fortes para indústria e agricultura. O Fundo Clima é prioridade do governo Lula. A transição energética e climática é cara, por isso não será feita apenas com recursos públicos. É importante um olhar diferenciado para o Sul Global. A regulação do mercado de carbono tem que considerar os países que ainda têm mata nativa. Há outros locais que, como o Brasil, precisariam ser considerados e remunerados pela manutenção da vegetação ainda existente. Mercadante queixou-se que o esforço contra o desmatamento atualmente tem caráter nacional, contando apenas com eventuais instrumentos de crédito de mercado, o que ele chama de um “subfinanciamento para enfrentar a crise climática”.
Os resultados do banco permanecem robustos. No geral, a demanda por crédito. As aprovações do BNDES para a indústria nos sete primeiros meses de 2024 cresceram 271% em relação ao mesmo período de 2022. Na atual gestão, o governo financiou mais infraestrutura do que nos quatro anos do governo anterior. Mercadante defendeu a importância de fortalecer instrumentos de financiamento como a Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), Fundo Clima e Plano Safra, por exemplo, para acelerar a transição energética e a descarbonização da indústria e da agricultura. São poucos instrumentos, mas há boas expectativas. O investimento industrial cresceu. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.