21/May/2024
De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o mercado de trabalho aquecido, o número de demissões voluntárias alcançou um pico de 2.124.619 desligamentos dessa natureza no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 10,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023. Oito em cada dez desses demissionários tinham entre o ensino médio completo e o ensino superior completo, o que sinaliza uma migração para vagas mais bem remuneradas e qualificadas. O levantamento tem como base os microdados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Essa taxa de demissão voluntária é um forte indicativo de pressão sobre o mercado de trabalho. O comportamento do mercado sinaliza que há maior oferta de vagas formais e isso possibilita que a mão de obra migre para postos que ofereçam melhores oportunidades.
Houve aumento de 77% na procura por gerentes e diretores por empresas brasileiras no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023, aponta um levantamento feito pela consultoria de recursos humanos Grupo Hub, que atende clientes como Vale, Ambev e Stellantis. Segundo a consultoria, a tendência ocorre em todos os setores, com destaque mais expressivo para contratações nas áreas de finanças, mineração, agronegócio e varejo e bens de consumo. O estudo da FGV mostra que 79,9% dos demissionários a pedido tinham nível educacional mais elevado no primeiro trimestre de 2024: 67,6% das demissões voluntárias foram solicitadas por trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto, enquanto 12,3% eram pessoas com ensino superior completo.
Esse fenômeno das demissões a pedido corrobora a questão do aquecimento do mercado de trabalho. Porque em um contexto em que há mais postos e as pessoas estão pedindo por vontade própria para sair, provavelmente é porque elas querem entrar em outra posição no mercado de trabalho. Apenas no mês de março de 2024, houve um recorde de 722.540 demissões a pedido, alta de 3,75% ante o mesmo mês do ano anterior. O bom desempenho da geração de vagas formais sugere que esses trabalhadores estão migrando para vagas mais condizentes com suas qualificações, com melhores remunerações. O País registrou abertura líquida de 719.033 empregos com carteira assinada no primeiro trimestre deste ano, saldo 33,9% maior do que o computado no primeiro trimestre de 2023. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.