17/May/2024
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,08% em maio, após a queda de 0,33% em abril. Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram elevação de 1,34% em maio, ante um recuo de 0,56% em abril. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram aumento de 0,39% em maio, após o avanço de 0,21% em abril. O INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve elevação de 0,53% em maio, depois de subir 0,33% em abril. Com o resultado, o IGP-10 acumula um aumento de 0,34% neste ano. A taxa acumulada em 12 meses ficou negativa em 1,27%. A alta nos custos da mão de obra acelerou a inflação da construção dentro do IGP-10 de maio.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) passou de uma elevação de 0,33% em abril para uma alta de 0,53% em maio. O Índice que representa o custo de Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 0,21% em abril para uma alta de 0,26% em maio. Os gastos com Materiais e Equipamentos tiveram alta de 0,24% em maio, enquanto os custos dos Serviços tiveram elevação de 0,52% no mês. O índice que representa o custo da Mão de Obra passou de um aumento de 0,50% em abril para uma alta de 0,92% em maio. Os aumentos nos preços do minério de ferro (11,70%) e da soja (4,73%) exerceram as principais pressões sobre a inflação no atacado dentro do IGP-10 de maio. Em maio, os três componentes do IGP-10 mostraram aceleração.
O Índice de Preços ao Produtor (IPA), que tem maior peso no IGP-10, registrou aumento de 1,34%, com o minério de ferro contribuindo sozinho para 53% desse resultado. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o destaque foi para o grupo Transportes, que registrou aumento de 1,44% no preço da gasolina. No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o principal destaque foi a mão de obra, cuja taxa de variação avançou de 0,50% em abril para 0,92% em maio. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) passou de uma queda de 0,56% em abril para um aumento de 1,34% em maio. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de uma queda de 0,36% em abril para um recuo de 0,18% em maio, influenciados pelo subgrupo de alimentos processados, cuja taxa acelerou de -0,93% para 0,76%.
O grupo de Bens Intermediários saiu de 0,71% em abril para 0,91%, em maio, impulsionado pelo subgrupo de materiais e componentes para a construção, que passou de uma queda de 0,21% para um crescimento de 0,85%. O grupo Matérias-Primas Brutas passou de -2,23% em abril para 3,45% em maio, tendo como principais contribuições os itens minério de ferro (de -14,46% para 11,70%), café em grão (de 3,52% para 15,28%) e bovinos (de -2,13% para 0,54%). Na direção oposta, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens: laranja (de 4,50% para -8,51%), cana-de-açúcar (de -0,97% para -2,59%) e aves (de -1,02% para -2,32%). O período de coleta de preços para o indicador de maio foi do dia 11 de abril a 10 deste mês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.