16/May/2024
A Inteligência Artificial (IA) está ganhando espaço em diversos segmentos do agronegócio. Ainda há barreiras, como a falta de conectividade em regiões de produção agropecuária e a necessidade de se aumentar a cultura digital no setor. Prevendo um avanço no uso desse tipo de tecnologia, empresas estão investindo alto (sozinhas ou em parceria) para desenvolver soluções para automatizar processos e atividades do dia a dia de uma fazenda. As novas ferramentas digitais e algoritmos, "treinados" e alimentados com imensos volumes de dados, prometem deixar a lida no campo mais eficiente, precisa e sustentável. E, consequentemente, a atividade mais produtiva e rentável para produtores e empresas. As soluções no mercado vão desde assistentes virtuais, passam por robôs com as mais diversas aplicações, até complexos sistemas de previsão e monitoramento de clima e de campo. Algumas das aplicações da inteligência artificial na agropecuária:
- Monitoramento digital e controle de pragas
Quem investe em soluções com esta aplicação argumenta que um monitoramento mais preciso de pragas na lavoura torna o controle efetivo, além de utilização mais racional de agroquímicos. Foi o que uniu a operadora de telecomunicações TIM e a multinacional de tecnologia Trapview. As duas companhias, em parceria, lançaram uma armadilha baseada em monitoramento digital em tempo real e previsão da ocorrência de pragas na lavoura. Por meio de uma IA, o equipamento busca reduzir custos, evitar prejuízos e proporcionar um melhor aproveitamento dos insumos.
- Detecção de árvores valiosas
Metodologia desenvolvida pela Embrapa, o Netflora é capaz de identificar árvores de interesse comercial e indicar sua localização exata na floresta. Espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro são reconhecidas com índices de acerto de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo de florestas na Amazônia. A IA reúne um conjunto de algoritmos que reconhece as espécies a partir de características botânicas disponíveis em um banco de dados. De acordo com a Embrapa Acre, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo.
- Previsão de safra de grãos
Todos os meses, órgãos públicos e empresas privadas fazem suas estimativas de produção de grãos. São números que podem influenciar os preços e a tomada de decisão dos agentes de mercado. Por meio da inteligência artificial, o produtor tem a possibilidade de avaliar estimar a produtividade em sua propriedade rural. Outra solução lançada pela operadora TIM promete identificar o ponto de maturidade dos grãos e analisar a estimativa de produtividade os agrônomos em campo. De acordo com a telecom, o programa oferece o acompanhamento da maturidade do talhão ao longo das coletas. Seu padrão é capaz de facilitar o processo de pré-venda da produção com estimativas mais precisas.
- Detecção de falhas no campo
Sistema da Cromai é capaz de detectar falhas de plantio na cultura da cana-de-açúcar. A partir de imagens captadas por drones e processadas por um algoritmo, um sistema pode detectar falhas de plantio em lavouras de cana-de-açúcar. É a proposta da agtech Cromai. De acordo com a empresa, as falhas são classificadas de acordo com o seu tamanho e sem necessidade de intervenção manual. O processo leva até 72 horas. A partir da coleta e processamento das imagens, o sistema permite o uso das informações para replantio e análise dos dados de falhas e linhas para priorização de áreas e tomada de decisão estratégica.
- Assistente virtual
Os chamados assistentes virtuais também estão chegando ao agro. A Yara, empresa do setor de insumos agrícolas, está apresentando a Maya, consultora agronômica. Segundo a empresa, a ideia é personalizar o atendimento aos clientes. Disponível via chat e em redes sociais, faz recomendações sobre nutrição de cultivos e produtos. Futuramente, a partir de inclusão de dados, o plano é tornar Maya capaz de realizar previsões climáticas e oferecer direcionamento comercial personalizado.
Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.