15/May/2024
Levantamento parcial da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que as tempestades registradas desde 29 de abril no Rio Grande do Sul geraram pelo menos R$ 8,9 bilhões em prejuízos financeiros. Os números contabilizam perdas de municípios que enviaram os dados à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A confederação esclarece que os impactos são informados pelos próprios municípios. São dados parciais, relatados à medida que os danos são contabilizados. A CNM estima que 3,1 milhões de pessoas foram afetadas, sendo que 816 seguem desaparecidas e foram reportadas 148 mortes, de acordo com dados da Defesa Civil e extraídos do sistema do Ministério de Desenvolvimento.
A confederação calcula que 446 municípios foram afetados, sendo 397 com reconhecimento federal do estado de calamidade pública. Destes, apenas 73 municípios informaram os valores de danos e prejuízos, o equivalente aos R$ 8,6 bilhões. A entidade esclarece que o governo estadual excluiu 31 municípios da situação de anormalidade e alterou a categoria de calamidade para emergência para 320 municípios. Dessa forma, apenas 46 municípios estão reconhecidos como em estado de calamidade pelo governo estadual. Há a expectativa de que o governo federal edite outro decreto atualizando a lista de municípios no mesmo padrão do decreto estadual. Dos prejuízos financeiros relatados, R$ 4,6 bilhões referem-se ao setor habitacional, com 105,6 mil casas danificadas ou destruídas, R$ 2,4 bilhões foram relatados no setor público e R$ 1,9 bilhão no setor privado.
A agropecuária é o setor econômico privado com mais perdas financeiras levantadas, somando R$ 1,465 bilhão. Dos municípios que auferiram os prejuízos, R$ 1,3 bilhão está relacionado à agricultura e R$ 165,3 milhões à pecuária. A indústria reportou R$ 255,5 milhões em prejuízos. Outros R$ 127,5 milhões foram relatados por comércios locais. No setor público, o levantamento auferiu prejuízos de R$ 1,7 bilhão em obras de infraestrutura (pontes, estradas, drenagem urbana) e R$ 428 milhões em instalações públicas, como escolas, hospitais e prefeituras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.