14/May/2024
O crédito da China diminuiu além do esperado em abril, sugerindo a continuação da fraca procura de empréstimos por parte das empresas e famílias, apesar dos esforços intensificados de estímulo do governo chinês para impulsionar a segunda maior economia do mundo. O financiamento social total, uma métrica mais ampla de crédito que também inclui financiamento não bancário, ficou em 12,73 trilhões de yuans no período de janeiro a abril, abaixo dos 12,93 trilhões de yuans vistos no primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados pelo Banco do Povo da China (PBoC). No entanto, os novos empréstimos em yuan emitidos pelos bancos na China foram de 10,19 trilhões de yuans nos primeiros quatro meses.
Cálculos do Wall Street Journal baseados em dados oficiais mostraram que os novos empréstimos em yuans foram de 730 bilhões de yuans neste mês, o que excedeu as expectativas de 725 bilhões de yuans previstos pelo jornal. Embora abril tenha sido tradicionalmente um mês de fraca procura de financiamento na China, os ventos econômicos adversos, incluindo uma prolongada recessão imobiliária, prejudicaram a confiança dos consumidores e das empresas na China, levando a um fraco apetite por empréstimos. A procura de empréstimos por parte do governo chinês também abrandou significativamente. Os fundos captados a partir de títulos do governo ficaram em 1,26 trilhões de yuans nos primeiros quatro meses, uma queda de 1,02 trilhões em relação ao mesmo período do ano passado, e de 100 bilhões de yuans em relação ao primeiro trimestre.
A China começará a vender nesta semana a primeira leva de um total planejado de 1 trilhão de yuans (US$ 138,37 bilhões) de bônus com vencimento ultralongo, no momento em que o governo chinês busca dar mais apoio à economia do país. A venda será realizada de maio a novembro, com um montante não especificado de títulos do tesouro especiais de 30 anos a serem emitidos nesta sexta-feira (17/05), de acordo com uma publicação no site do Ministério das Finanças da China. Os títulos com prazos de 20 e 50 anos serão vendidos a partir de 24 de maio e 14 de junho, respectivamente. O governo poderá continuar realizando vendas por vários anos para levantar fundos para apoiar megaprojetos e setores estratégicos.
A meta de crescimento econômico para 2024 é de cerca de 5%, uma meta que os economistas consideraram ambiciosa, o que pode ajudar a explicar por que o governo recorreu a títulos especiais do tesouro para estimular o crescimento apenas pela quarta vez no último quarto de século. A emissão dos títulos especiais do tesouro era amplamente esperada, embora tenha ocorrido um pouco antes do previsto, afirmou o Standard Chartered. Há uma possibilidade cada vez maior de que sejam feitas novas emissões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.