26/Apr/2024
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a estatal de pesquisa agropecuária oferece um conjunto de soluções para colaborar com a agenda de descarbonização do Brasil. Segundo ela, a Embrapa mostrará a "contribuição positiva" da agropecuária nacional no processo de descarbonização. O Integra Carbono Embrapa é uma iniciativa voltada à agregação de dados e resultados de pesquisa, desenvolvimento e inovação, gerados pela Embrapa e instituições parceiras. Além disso, vai contribuir para aumentar a competitividade e sustentabilidade das cadeias produtivas e fortalecer a adoção de boas práticas de manejo. A iniciativa "unifica o balanço de carbono dos sistemas agroalimentares. Com o Integra Carbono Embrapa, a empresa terá métricas próprias de balanço de carbono no agro.
Será mostrada a contribuição positiva da agropecuária na descarbonização. Dentre outras iniciativas, a presidente da Embrapa disse que a companhia tem como foco a inclusão socioprodutiva e digital dos 5 milhões de produtores brasileiros, além de tecnologias para perda e desperdício de alimentos na cadeia produtiva. A empresa voltou a receber investimentos do Programa de Aceleração dos Investimentos (PAC). O PAC 3 prevê aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos para 32 novas estruturas de pesquisa agropecuária. O investimento em pesquisa agropecuária compreende novos prédios, laboratórios, equipamentos para universidades e centros de pesquisa para a Embrapa.
A Embrapa também terá concurso público depois de dez anos. A agricultura brasileira é alicerçada em cérebros e não em máquinas, complementou a presidente. Massruhá defendeu ainda que a ciência norteia as políticas públicas para agropecuária brasileira. A Embrapa é um poderoso instrumento do governo para um Brasil mais justo e desenvolvido. A responsabilidade é contribuir com o desenvolvimento sustentável do Brasil. Ela ressaltou também que a instituição acelerou a desburocratização e descentralização dos processos internos dentro do programa Embrapa 50+.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a defender o investimento do Executivo na Embrapa para o desenvolvimento de pesquisa própria. A parceria público-privada é importante, mas o governo vai investir na pesquisa pela Embrapa. Isso não pode ser terceirizado. O ministro destacou que, com a pesquisa e as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, o Brasil passou de importador para exportador de alimentos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu ajuda da Embrapa para promover a transformação ecológica no Brasil. De acordo com o ministro, a empresa tem a confiança do Executivo, do Congresso e do setor para a taxonomia do agro.
Um dos desafios do Brasil é promover a melhor e maior transformação ecológica, que é o que vai dar ao Brasil uma condição de gerar empregos, se reindustrializar, de viver dias melhores no futuro próximo, e para isso é preciso da cooperação da Embrapa. A Embrapa tem uma tecnologia acumulada ao longo de décadas e que conta com 100% da confiança dos brasileiros. A taxonomia da transformação ecológica, a parte agropecuária, será feita pela Embrapa, que tem a confiança do Executivo e do setor agropecuário para fazer a melhor taxonomia possível para que entre em operação no mercado de crédito de carbono. A transformação ecológica será também para agricultura familiar e agroindústria. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.