25/Apr/2024
O dólar emplacou nesta terça-feira (23/04) a terceira sessão consecutiva de queda ante o Real, em mais um dia de ajustes de preços após a disparada das semanas anteriores, em movimento favorecido pela baixa da moeda norte-americana no exterior. O dólar fechou a R$ 5,12, em baixa de 0,80%. Em três dias úteis, a moeda acumulou queda de 2,33%. Em abril, o dólar ainda acumula alta de 2,25%. No início da sessão, o dólar chegou a oscilar no território positivo, recuperando parte do valor ante o Real após ter cedido nas duas sessões anteriores. O movimento estava em sintonia com o avanço da moeda norte-americana no exterior. Na cotação máxima da sessão, o dólar marcou R$ 5,19 (+0,40%).
A divulgação de números relativamente fracos da economia norte-americana, no entanto, colocou o dólar novamente no território negativo. A S&P Global informou que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto de produção dos Estados Unidos, que acompanha os setores de manufatura e serviços, caiu de 52,1 em março para 50,9 em abril. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado. O setor de manufatura entrou em território de contração, com o PMI preliminar caindo de 51,9 para 49,9. O índice de serviços recuou de 51,7 para 50,9 em abril. Após os números, divulgados às 10h45, os rendimentos dos Treasuries perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas. Segundo a Nova Futura Investimentos, o mercado global já havia precificado a economia norte-americana aquecida, esticando muito a piora do cenário, comprando dólar.
Como esticou muito, para a cotação continuar subindo têm que surgir surpresas de forma recorrente. Mas, os PMIs vieram mais fracos que o esperado, por isso a continuidade do movimento de correção de baixa do dólar em relação ao Real. Como os preços de mercado esticaram demais, há um alívio. Isso fez com que o dólar registrasse a cotação mínima de R$ 5,11 (-0,99%), enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava perdas firmes ante uma cesta de divisas fortes. O noticiário doméstico não trouxe impacto negativo para os mercados nesta terça-feira (23/04). A arrecadação federal teve alta real de 7,22% em março ante o mesmo mês do ano anterior, para R$ 190,611 bilhões, conforme a Receita Federal, marcando o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1995.
O texto da regulamentação da reforma tributária já foi aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, está em fase de preparação para envio ao Congresso. Segundo a B&T Câmbio, após uma semana tensa em torno da revisão da meta fiscal, o cenário político local também se mostra um pouco mais calmo com a aproximação entre governo e Congresso. A expectativa é que o texto da regulamentação da reforma tributária seja entregue nesta quarta-feira (24/04), o que pode contribuir para a redução da desconfiança dos investidores sobre o compromisso do governo com as contas públicas. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,40%, a 105,690. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.