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28/Mar/2024

Indicador de Custos Industriais segue em alta

O Indicador de Custos Industriais (ICI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou uma alta de 4% no quarto trimestre de 2023 comparado ao trimestre anterior, acima do Índice de Preços do Produtor (IPP) do IBGE. De acordo com a CNI, os custos da indústria estão hoje 30,1% acima do patamar pré-pandemia. O ICI mede os gastos do setor industrial com a produção, envolvendo energia, pessoal e insumos, além das despesas com capital e o custo tributário. A elevação dos custos industriais acima do IPP revela uma queda de 2,4% no índice de lucratividade da indústria brasileira. Esse movimento ocorreu dado que a alta de preços das mercadorias vendidas pela indústria de transformação, de 1,5%, foi menor que o aumento de custos industriais, de 4%.

Do terceiro para o quatro trimestre de 2023, os custos tributários aumentaram 10,3%. A alta é explicada, principalmente, pela sazonalidade da arrecadação tributária do último trimestre do ano, que costuma ser mais elevada. Na comparação com o quarto trimestre de 2022, o valor está 5,5% maior. Apesar do aumento no trimestre, o custo tributário está em patamar mais baixo que o observado no pré-pandemia. O custo de produção aumentou 3,9%, sendo que os gastos com pessoal foram os que mais contribuíram para o crescimento do índice, com alta de 13,1% no trimestre, em decorrência do crescimento da massa salarial. Embora seja um movimento sazonal, típico do quarto trimestre do ano, este foi o terceiro aumento consecutivo da massa salarial, que pode ser explicado pelo mercado de trabalho aquecido.

O custo com bens intermediários subiu 1,7%, devido ao aumento de 2,3% do custo com bens intermediários nacionais, já que o custo com insumos importados registrou queda de 1,9%. Já o custo com energia registrou alta de 3%, em razão do crescimento das despesas com energia elétrica, óleo combustível e gás natural. Com esses movimentos, o custo com produção ficou 46,6% acima do patamar pré-pandemia, ou seja, na comparação com o primeiro trimestre de 2020. A CNI aponta ainda que o custo com capital caiu 5,6%, mas não foi suficiente para reverter a alta dos demais componentes do índice. O recuo está relacionado à queda da taxa básica de juros do País, a Selic. No entanto, apesar da redução, na comparação com o período pré-pandemia, este custo ainda apresenta alta de 36,7%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.