18/Mar/2024
O G7 avisou, na sexta-feira (15/03), que vai impor sanções contra países que ajudem a Rússia a obter armas para a guerra na Ucrânia, em um aparente alerta ao Irã, que tem sido acusado de apoiar a Rússia. O grupo exigiu que o Irã pare de fornecer assistência aos esforços bélicos do governo russo. Os países do G7 reforçaram o compromisso "inabalável" com a defesa da Ucrânia e expressaram confiança em uma vitória do país no conflito. O G7 é composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia. O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou as potências do Ocidente para que não mostrem quaisquer sinais de fraqueza à Rússia, ao reiterar, na quinta-feira (14/03), que o envio de tropas Ocidentais para a Ucrânia não deveria ser descartado, embora tenha afirmado que a situação não justifica essa mobilização neste momento.
Os comentários provocaram resistência de outros líderes europeus, os quais enfatizaram a inexistência de planos de envio de tropas para a área de conflito. Macron descreveu a guerra Rússia-Ucrânia como "existencial" para a França e a Europa. Se a guerra se espalhasse pela Europa, seria uma escolha e uma responsabilidade exclusiva da Rússia. A Assembleia Nacional da França e o Senado aprovaram, em votação simbólica, o acordo bilateral de segurança de dez anos assinado no mês passado entre Macron e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. Macron disse que trabalhará para trazer mais apoio à Ucrânia. No mês passado, o presidente francês parecia isolado no cenário europeu, depois dos seus comentários numa conferência de Paris sobre a Ucrânia terem provocado protestos de outros líderes. Olaf Scholz, primeiro-ministro da Alemanha, pareceu contradizer Macron, dizendo que os participantes concordaram que "não haverá tropas terrestres" em solo ucraniano enviadas por Estados europeus.
Posteriormente, as autoridades francesas procuraram esclarecer as observações de Macron e conter a reação, ao mesmo tempo em que insistiam na necessidade de enviar um sinal claro à Rússia de que não pode vencer na Ucrânia. França, Alemanha e Polônia participarão do chamado Triângulo de Weimar, um grupo que é especialmente importante agora que estão todos tão preocupados com as terríveis consequências da guerra de agressão russa na Ucrânia, disse Scholz. Apoiar a Ucrânia é uma questão muito concreta e muito prática, já que o que importa é saber se há munição suficiente, artilharia suficiente, defesa aérea suficiente, muitas coisas que desempenham um papel importante. E discutir e avançar, mais uma vez, nesta cooperação é necessário neste momento, concluiu Scholz. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.