14/Mar/2024
Segundo o Bradesco, os efeitos de novos fenômenos climáticos podem trazer risco de uma maior volatilidade para a inflação no médio prazo de alimentos e energia elétrica. À medida em que é observada a dissipação dos efeitos do El Niño há a possibilidade da presença do La Niña a partir do segundo semestre deste ano, pressionando os alimentos in natura. Os efeitos sobre os preços de energia elétrica ainda são incertos, mas partem de uma conjuntura pior, com menor volume de chuvas neste início de ano.
Para 2024, a oferta segue favorável para os preços de alimentos, mesmo sob os efeitos do El Niño, mas pondera que a possível presença de um La Niña poderia trazer riscos para os cenários dos próximos anos, a depender da sua magnitude e duração. No Brasil, seus efeitos inflacionários são menos claros do que os do El Niño: os modelos de inflação de alimentos não encontram significância estatística para episódios de La Niña. Porém, a observação dos episódios anteriores indica que pode haver problemas em algumas culturas, sobretudo se o evento se prolongar por mais de 2 anos.
O Bradesco projeta altas de 3,5% e 3,8% para a inflação de alimentos em 2024 e 2025, respectivamente, em um cenário que não considera esses riscos. Em relação aos preços de energia elétrica, os efeitos de um La Niña são ainda mais incertos. Seus impactos sobre as Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde há maior capacidade de armazenamento, não são tão claros. Mesmo assim, a irregularidade das chuvas nessas regiões durante o período úmido, ainda reflexo do El Niño, tende a pressionar os preços de energia ao longo deste ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.