13/Mar/2024
O braço executivo da União Europeia recomendará que os países membros do bloco abram negociações de adesão com a Bósnia-Herzegovina, apesar das persistentes divisões étnicas no país dos Bálcãs. A Bósnia-Herzegovina está entre as seis nações da região, ao lado da Albânia, Sérvia, Kosovo, Montenegro e Macedônia do Norte, que se encontram em processo de adesão à União Europeia, mas em fases diferentes, após um período de guerras e crises na década de 1990. As associações dos países ao bloco estão paralisadas há anos. Mas, depois da guerra da Rússia contra a Ucrânia, os mandatários da União Europeia estão mais interessados em tentar afastá-los da influência da Rússia.
Os líderes da União Europeia devem discutir a recomendação da Comissão Europeia em uma reunião marcada para a próxima semana em Bruxelas. Não há garantia de que os Estados-membros devem apoiar a recomendação, uma vez que o líder separatista sérvio-bósnio Milorad Dodik, que é um simpatizante do governo russo, continua conturbando a presidência e exercendo influência política na Bósnia. A Bósnia é marcada por divisões étnicas, mesmo décadas depois da guerra que destruiu o país na década de 1990. A Bósnia obteve o estatuto de país candidato em 2022. Para que os candidatos sejam aceitos na União Europeia, os países têm de passar por um longo processo para alinhar as suas leis e normas com as do bloco e mostrar que as suas instituições e economias cumprem as normas democráticas.
Ursula Von der Leyen afirmou que a Bósnia precisa fazer mais progressos para aderir à União Europeia, mas ressaltou os passos impressionantes que o país já alcançou. A dirigente disse que houve mais progresso em pouco mais de um ano do que em uma década. Em primeiro lugar, a Bósnia e Herzegovina está agora, totalmente, alinhada com a política externa e de segurança da União Europeia, o que é crucial nestes tempos de turbulência geopolítica. Ela também elogiou o país pelos seus esforços no combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e na melhoria do controle dos fluxos migratórios. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.