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05/Mar/2024

Mar Vermelho: crise ameaça cabos de internet global

Os conflitos no Oriente Médio estão chamando a atenção para uma das mais profundas vulnerabilidades da rede de internet global: o Mar Vermelho. A maior parte do tráfego de Internet entre a Europa e o Leste Asiático passa por cabos submarinos que desembocam no estreito no extremo sul do Mar Vermelho. Esse ponto de estrangulamento há muito tempo apresenta riscos para a infraestrutura de telecomunicações devido ao tráfego intenso de navios, o que aumenta a probabilidade de um lançamento acidental de âncora atingir um cabo. Os ataques dos Houthis no Iêmen tornaram a área ainda mais perigosa.

O mais recente sinal de alerta ocorreu em 24 de fevereiro, quando três cabos submarinos de internet que atravessam a região interromperam repentinamente o serviço em alguns de seus mercados. Os cortes não foram suficientes para desconectar nenhum país, mas pioraram instantaneamente o serviço da web na Índia, no Paquistão e em partes da África Oriental. Não ficou imediatamente claro o que provocou os cortes. Alguns especialistas em telecomunicações apontaram como causa possível o abandono do navio de carga Rubymar, depois que a embarcação sofreu um ataque dos Houthis em 18 de fevereiro.

O navio desativado está à deriva na área há mais de uma semana, mesmo depois de ter lançado sua âncora. O Ministério de Telecomunicações do Iêmen, apoiado pelos Houthis em San'a, emitiu um comunicado negando a responsabilidade pelas falhas nos cabos submarinos e reiterando que o governo está empenhado em manter todos os cabos submarinos de telecomunicações longe de quaisquer riscos possíveis. A velocidade lenta dos navios usados para instalar os cabos torna a adição de novas linhas ou a reparação das atuais perto de águas disputadas uma tarefa perigosa e cara.

O custo do seguro de alguns navios para cabos perto do Iêmen aumentou no início deste ano para até US$ 150 mil por dia. Várias empresas de internet têm considerado maneiras de diversificar suas conexões entre a Europa, a África e a Ásia. As rotas através da Arábia Saudita, por exemplo, poderiam contornar completamente as águas em torno do Iêmen. No entanto, muitos órgãos reguladores nacionais cobram altas taxas ou impõem outros obstáculos que tornam mais atraente a manutenção de rotas testadas e comprovadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.