04/Mar/2024
A reunião dos ministros das finanças e presidentes de bancos centrais do G20 presidida pelo Brasil terminou na quinta-feira (29/02) sem um comunicado conjunto, em razão da falta de consenso sobre a questão geopolítica, que envolvem os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que havia expectativa de que temas mais sensíveis como geopolítica fossem debatidos no encontro de chanceleres. No entanto, não houve consenso. O chamado “comunique”, muito usado em tratativas internacionais, é publicado ao final de eventos multilaterais e tem o objetivo de explicitar consensos entre os países que participam dos encontros.
Haddad disse que a reunião chegou a um consenso nos temas financeiros. Com dois pilares da tributação internacional, construídos na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a serem concluídos até o fim do ano, Haddad disse que o Brasil tomou a iniciativa de colocar em debate um terceiro: a fixação de uma alíquota mínima sobre a riqueza mundial. O G20 tem condição de buscar maior justiça tributária no mundo, afirmou Haddad. A divergência em torno de uma palavra não permitiu que a reunião de autoridades monetárias de todo o mundo terminasse com um comunicado conjunto.
O impasse ocorreu no trecho “war on Ukraine” (guerra sobre a Ucrânia) ou “war in Ukraine” (guerra na Ucrânia). A Rússia defendia a última expressão enquanto os países mais ricos Ocidentais do bloco brigaram pela primeira. As economias mais desenvolvidas também não queriam mencionar Israel no conflito com o Hamas, e defendiam que houvesse uma citação apenas à crise em Gaza. Publicamente, o ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, declarou mais de uma vez que o país não assinaria o comunicado se não houvesse citação das guerras na Faixa de Gaza e na Ucrânia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.