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29/Feb/2024

América Latina: US$ 1,3 tri para mudança climática

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) defendeu que é preciso escalar os investimentos e atrair o setor privado para ajudar a combater as mudanças climáticas. Só na América Latina, cálculos indicam que é preciso investir US$ 1,3 trilhão por ano para enfrentar essas mudanças. Com os desafios impostos pelas mudanças climáticas, é preciso agir para fazer a diferença. Apenas escalar os investimentos não é suficiente, mas é importante para lidar com o problema. Na América Latina, cálculos apontam que é preciso investir US$ 1,3 trilhão para lidar com as mudanças climáticas, o equivalente a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da região por ano. Se somar tudo o que vem sendo repassado à região pelos diversos organismos multilaterais, o montante chega a 3%, ou seja, menos do que é necessário.

É preciso escalar, trazer o setor privado, inovar. O BID mencionou os direitos especiais de saque (SDR) inglês), a moeda do Fundo Monetário Internacional (FMI). Cada SDR alocado no balanço do BID, significa que o banco pode emprestar até sete a oito vezes mais. Se o BID conseguir, em recursos, o que planeja, pode ter mais US$ 112 bilhões em capacidade de empréstimo do que tem agora. Isso significa que será possível triplicar as finanças para o clima, que podem saltar de US$ 50 bilhões para US$ 150 bilhões nos próximos 10 anos. Isso significa fazer muito mais. Na próxima semana, na República Dominicana, o BID fará sua reunião anual. Pela primeira vez, o banco multilateral vai discutir três questões transformacionais ao mesmo tempo.

Será um encontro onde será definida a nova estratégia institucional até 2030; a reunião também vai definir a nova capitalização do BID; e os recursos para o BID Lab, o braço para investimentos em inovação e tecnologia. O BID tem aumentado a participação em emissões de dívida sustentáveis, como fez com o Uruguai recentemente. A instituição tem se empenhado também no ‘debt swap’, troca de dívidas de países mais pobres, uma das medidas que o governo brasileiro tem defendido no G20. No ano passado, o BID participou do processo de conversão de dívida do Equador, que vai investir metade da poupança com a conversão nas ilhas Galápagos. Muitos países estão vindo, dívida pela natureza, dívida pelo clima, pela saúde, pela educação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.