29/Feb/2024
As questões que envolvem os conflitos geopolíticos, principalmente as guerras entre a Rússia e a Ucrânia e Israel e Faixa de Gaza, podem inviabilizar a publicação de um comunicado ao final da primeira reunião de Ministros e Presidentes de Bancos Centrais do G20 Brasil. As lideranças econômicas de 29 países estão reunidas em São Paulo até esta quinta-feira (29/02) sob a presidência do Brasil. Segundo o Ministério da Fazenda, o retorno sobre as conversas que aconteceram na Reunião de Deputies (vice-ministros) foi muito positivo, com muitos consensos e avanços, mas tudo precisa ser ratificado pelos ministros. O comunicado que resultou da Reunião de Deputies, que embasa as reuniões, menciona as tensões geopolíticas sem, no entanto, citar conflitos específicos.
Fontes dizem que ainda há pressões para que as guerras sejam explicitadas no documento. Uma das resistências à assinatura do comunicado caso as guerras não sejam citadas vem da Alemanha. As negociações em torno desse tema estão ocorrendo, inclusive em encontros bilaterais, e o esforço do Brasil é forte para que haja consenso. Mostra disso é que a palavra guerra ainda consta entre colchetes na versão preliminar do comunicado o que, em linguagem diplomática, sinaliza a falta de consenso. Sobre liberar ativos da Rússia que estão bloqueados em países ocidentais e destiná-los para apoiar a Ucrânia, o tema não foi tratado até o momento, no encontro.
A ideia foi lançada para discussões na terça-feira (27/02) pela secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen e recebeu apoio dos ministros de Finanças da Alemanha e da França. O Ministro de Finanças da Rússia afirmou que a medida seria muito destrutiva e minaria as fundações e os pilares do sistema financeiro internacional. Falou também que a Rússia tem como responder, porque possui uma quantidade significativa de ativos estrangeiros. Porém, acrescentou que essas decisões não levariam para o caminho certo. Em vez de escalar situação, é preciso desescalar e reduzir tensões. E se a outra parte decidir seguir por esse caminho, a Rússia responderia simetricamente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.