27/Feb/2024
O dólar interrompeu nesta segunda-feira (26/02) uma sequência de três sessões de ganhos e fechou em baixa ante o Real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, com investidores à espera da divulgação de dados sensíveis da economia dos Estados Unidos nesta semana. O dólar fechou a R$ 4,98, em baixa de 0,23%. Em fevereiro, no entanto, a moeda norte-americana acumula alta de 0,88%. Após oscilar em baixa ante o Real no início da sessão, o dólar chegou a tocar no território positivo, marcando a máxima de R$ 4,99 (+0,07%). Alguns profissionais citaram remessas ao exterior para justificar o impulso, ainda que momentâneo, nas cotações.
No restante da sessão, no entanto, a influência do exterior voltou a prevalecer: o dólar cedia ante uma cesta de moedas fortes e em relação a boa parte das moedas de exportadores de commodities ou emergentes, com investidores à espera de novos dados sobre a economia norte-americana programados para esta semana. Entre os números esperados nos Estados Unidos estão o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre (segunda revisão), nesta quarta-feira (28/02), e o índice de inflação PCE, na quinta-feira (29/02). Segundo a Correparti Corretora, depois da alta pontual, o dólar voltou a cair com o exterior. Foi o principal fator para as cotações.
A mínima do dia coincidiu com a divulgação, durante evento em São Paulo, do novo programa de hedge cambial do governo para investimentos estrangeiros em projetos sustentáveis no Brasil. A primeira parte do programa estará relacionada aos derivativos cambiais. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibilizará US$ 3,4 bilhões para operações que forneçam proteção de projetos sustentáveis de prazos mais longos, superior a dez anos. Caberá ao Banco Central fazer a ponte para que os investidores dos projetos ecológicos no país possam acessar os derivativos cambiais. A segunda parte do programa diz respeito à disponibilização de recursos por linhas de crédito específicas, também para investimentos sustentáveis.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, esclareceu que o hedge cambial por meio de derivativos no âmbito do programa não busca controlar a volatilidade e não se confunde com as operações regulares com swaps que o Banco Central faz (leilões diários). No caso das operações regulares, o Banco Central avalia oferecer contratos de swap com prazos um pouco mais longos, de até 18 meses. Hoje, as operações costumam ser de até 12 meses. O Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de abril. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,19%, a 103,770. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.