ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

21/Feb/2024

Intenção de Consumo das Famílias cai em fevereiro

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os consumidores brasileiros ficaram menos propensos às compras em fevereiro. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,5% em relação a janeiro, terceira queda consecutiva, já descontadas as influências sazonais. O indicador, porém, manteve-se na zona de satisfação (acima dos 100 pontos), aos 105,7 pontos, maior patamar para o mês desde 2015. Em relação a fevereiro de 2023, o ICF teve uma expansão de 10,4%. Os dados apontam uma recuperação da pretensão de consumir em relação aos anos anteriores, a despeito da preocupação das famílias em honrar as dívidas já existentes. A atenção das famílias brasileiras com o planejamento financeiro vem mostrando resultado no mercado de crédito e, apesar de enfraquecer o consumo, a intenção de compra permanece melhor do que em anos anteriores. Em fevereiro ante janeiro, houve recuos em seis dos sete componentes do ICF.

A única elevação ocorreu na avaliação sobre a renda atual, alta de 0,3%, para 124,7 pontos, impulsionada pela inflação mais controlada. Os demais componentes registraram perdas: emprego atual, -0,5%, para 127,4 pontos; nível de consumo atual, -0,6%, para 91,8 pontos; perspectiva profissional, -1,6%, para 117,2 pontos; perspectiva de consumo, -0,7%, para 109,7 pontos; acesso ao crédito, -0,3%, para 95,3 pontos; e momento para aquisição de bens de consumo duráveis, -1,1%, para 73,5 pontos. O componente que mede a avaliação sobre o cenário para compra de bens de consumo duráveis encontra-se no patamar mais pessimista. Isso porque, apesar das melhores taxas de juros, o saldo da carteira de crédito das pessoas físicas vem desacelerando em relação aos resultados do ano passado, mostrando menos procura por esses itens. Ainda assim, no que diz respeito à variação anual, o indicador foi o que mais aumentou: 34,1%.

Ademais, a avaliação sobre o acesso ao crédito recuou pelo terceiro mês seguido, corroborando a sinalização de que o impacto positivo da redução dos juros no aquecimento do consumo vem se esgotando. Observando, também, a redução da inadimplência, pode-se concluir que as famílias estão aproveitando o crédito mais barato para ajustar seus orçamentos em vez de fazer novos compromissos. A cautela com a inadimplência é puxada pelas famílias de renda média e baixa, enquanto as mais ricas permanecem usando o crédito para fazer suas compras. O componente que avalia o acesso ao crédito aumentou 0,4% em fevereiro ante janeiro entre os mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários-mínimos, mas recuou 0,7% para o grupo que recebe menos de dez salários-mínimos, a terceira queda mensal seguida. Por estarem devendo mais, as famílias de menor renda priorizam o ajuste do seu orçamento, enquanto as com maiores rendimentos já enxergam um futuro com mais condições de consumo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.