23/Nov/2023
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (22/11), a taxa de desemprego recuou de forma estatisticamente significativa em apenas 3 das 27 Unidades da Federação na passagem do segundo trimestre de 2023 para o terceiro trimestre deste ano. Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de 8% para 7,7% no período. A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos Estados. A maior parte das UFs mostra uma tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três Estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por conta da redução da desocupação (pessoas que procuram trabalho). E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional.
Em São Paulo, a taxa de desemprego desceu de 7,8% no segundo trimestre para 7,1% no terceiro trimestre. A população desocupada em São Paulo caiu 8,4%. É um processo de queda por uma redução na procura por trabalho, com um aumento estatístico na população ocupada na atividade de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (alta de 6,4%). Os outros dois Estados com queda significativa na taxa de desemprego foram Maranhão, de 8,8% para 6,7%, e Acre, de 9,3% para 6,2%. O movimento de melhora no mercado de trabalho foi mais robusto nessas duas Unidades da Federação, porque houve tanto uma retração na procura por trabalho quanto uma expansão na ocupação. Roraima teve o único crescimento estatisticamente significativo na taxa de desemprego, de 5,1% no segundo trimestre para 7,6% no terceiro trimestre.
As maiores taxas de desocupação no terceiro trimestre foram as da Bahia (13,3%), Pernambuco (13,2%) e Amapá (12,6%). Na direção oposta, as menores taxas foram registradas por Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%). O desemprego entre as mulheres permanecia consideravelmente mais elevado do que entre os homens no País no terceiro trimestre de 2023. A taxa de desemprego foi de 6,4% para os homens no terceiro trimestre, ante um resultado de 9,3% para as mulheres. Na média nacional, a taxa de desocupação foi de 7,7% no terceiro trimestre de 2023. Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 5,9%, muito aquém do resultado para os pretos (9,6%) e pardos (8,9%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 13,5%, quase quatro vezes maior que o resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 3,5%.
No terceiro trimestre de 2023, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi mais elevada nos estados do Piauí (38,4%), Bahia (32,8%) e Sergipe (31,8%). A taxa composta de subutilização da força de trabalho considera o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada. Os menores resultados ocorreram em Rondônia (5,3%), Santa Catarina (6,1%), e Mato Grosso (8,4%). Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 17,6% no terceiro trimestre. A taxa de informalidade foi maior no Maranhão (57,3%), Pará (57,1%) e Amazonas (55,0%). As menores foram as de Santa Catarina (26,8%), Distrito Federal (30,6%) e São Paulo (31,3%). Na média do Brasil, a taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada no terceiro trimestre de 2023.
No terceiro trimestre de 2023, o País tinha 1,849 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 2,795 milhões. Apesar do contingente ainda elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 28,2% em relação ao terceiro trimestre de 2022. Outras 946 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 14,2% menos indivíduos nessa situação ante o terceiro trimestre de 2022. No terceiro trimestre de 2023, 3,897 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 7,4% menos desempregados nessa situação do que no mesmo período do ano anterior, e 1,624 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um aumento de 3,2% nessa categoria de desemprego do que no terceiro trimestre de 2022. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.