24/Oct/2023
Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil e a China são países com um potencial enorme para investimentos e inovação tecnológica em bioeconomia. O desafio para concretizar esse objetivo é alinhar incentivos e o compartilhamento de riscos nessas áreas. A participação de instituições financeiras nesse processo é importante. O Ministério da Fazenda tem a perspectiva de lançar bônus verdes soberanos no País. Parte desses recursos serão usados para custear o Fundo Clima. O fundo tem como pretensão contribuir para o desenvolvimento econômico sustentável brasileiro e pode receber investimentos de fundos, investidores ou empresas chinesas.
Os bônus verdes, assim como outras iniciativas, como a regulamentação nacional de um mercado de crédito de carbono e a consulta pública para avançar com uma taxonomia sustentável no Brasil são iniciativas que aproximam o Brasil da China. São áreas em que o diálogo e a cooperação podem aumentar concretamente. Sobre a taxonomia, na medida em que entre vigor a classificação, irá direcionar e ajudar a incluir incentivos para investidores interessados. O fomento dessas iniciativas verdes é parte do Plano de Transformação Ecológica anunciado pelo governo no início do ano junto com o lançamento do novo PAC. A principal mensagem do plano é que a sustentabilidade e a oportunidade não têm custo do ponto de vista do desenvolvimento econômico.
É um plano que busca através de seus vários eixos fazer com que um programa de desenvolvimento ande de mãos dadas com o combate às mudanças climáticas e com a preservação ambiental, mas mais que isso, que use de forma estratégica os recursos naturais e em prol da geração de produtividade e a criação de novos empregos; com redução da pegada de carbono e incentivo a adaptação, para fazer isso de forma justa e socialmente inclusiva. O plano está sob a aba do Ministério da Fazenda, mas é um trabalho de governo. É coordenado pelo ministério porque visa naturalmente incluir incentivos regulatórios, fiscais, financeiros e de monitoramento, mas que terão que ser construídos com os ministérios envolvidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.