19/Oct/2023
Apesar de ter elevado a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) de outubro, de 0,12% para 0,18%, a percepção é de que o cenário para a inflação até o final do ano está bastante controlado. Há, inclusive, chances razoáveis do IPC-Fipe encerrar o ano abaixo dos 4,0%, que é sua projeção atual para a variação em 2023. Hoje, a inflação acumulada é de um pouco mais de 2,0%, então o índice teria que subir, entre outubro e dezembro, na mesma intensidade que subiu do início do ano até agora. E, por enquanto, não há fortes pressões de nenhum grupo.
O IPC registrou alta de 0,22% na segunda quadrissemana de outubro, após 0,27% na primeira leitura. A revisão da projeção para o final do mês aconteceu pelas altas registradas em itens como passagens aéreas (8,31% para 9,85%) e excursões (12,91% para 11,22%), que têm pressionado o grupo Despesas pessoais (1,43% para 1,34%). Entre as pressões de baixa no mês, porém, está o grupo Alimentação (-0,78% para -0,34%), que apesar da aceleração na quadrissemana na margem segue com recuos nos principais subitens.
Nos combustíveis também não há mais efeito do último reajuste da Petrobras, anunciado em agosto. Na ponta, a gasolina caiu 0,18%, é a terceira quadrissemana consecutiva com variação negativa. Porém o cenário pode mudar, caso haja novo aumento da Petrobras até o final do ano. Mas, mesmo que haja esse aumento, não haverá influência tão grande para a inflação até o final do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.