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17/Oct/2023

Crédito Rural: Caixa quer se manter na 2ª colocação

Com crescimento expressivo no crédito ao agronegócio nos últimos dois anos, a Caixa Econômica Federal (CEF) vê a atuação no setor consolidada. Entretanto, as pretensões de liderança ficaram no passado: a instituição agora busca manter um orgulhoso segundo lugar, sem a intenção de tirar o posto de líder do "irmão" Banco do Brasil. A Caixa busca manter a carteira e não tem pretensão de ultrapassar o Banco do Brasil. Historicamente, a Caixa tinha presença tímida no agro, focando esforços no crédito imobiliário, que é o principal negócio do banco. A gestão de Pedro Guimarães (2019-2022), porém, estabeleceu a meta de chegar à liderança no agro até 2024.

Para tanto, encerrou o repasse de recursos direcionados a outros bancos, abriu agências especializadas e disputou espaço no Plano Safra. Após Guimarães deixar o banco, em junho do ano passado, sob acusações de assédio sexual, o agronegócio perdeu espaço nas divulgações da Caixa. Ainda assim, o banco tem avançado: em junho, a carteira para o segmento somava R$ 49,390 bilhões, alta de 60,5% em um ano. De janeiro a setembro, o banco concedeu R$ 26,4 bilhões ao setor, o segundo maior volume do mercado, atrás apenas do Banco do Brasil. Essa é a posição que o banco público quer ocupar daqui em diante. A vocação da Caixa está definida: ela tem 68% do crédito habitacional, e vai continuar no segundo lugar no rural.

O Banco do Brasil mantém uma distante liderança no crédito ao agronegócio no País, com 57,4% no financiamento ao produtor rural em junho. Nos últimos anos, a competição no setor tem crescido, com a investida dos bancos privados para chegar a este público. O pano de fundo é o bom desempenho do agronegócio, que tem sido o motor da economia do País de forma recorrente. Nessa prova, a Caixa quer correr em uma pista bem definida: a do pequeno produtor. Foi decidido ampliar a carteira, principalmente em cliente pessoa física, no pequeno e médio agricultor, no Pronaf, em que a Caixa nem cumpria o mínimo exigido por lei. A carteira cresceu quase 50% em clientes PF, que têm a maior necessidade de crédito. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.