16/Mai/2023
Segundo o banco alemão Commerzbank, enquanto o juro real brasileiro segue como suporte para a taxa de câmbio permanecer em torno dos níveis atuais e encerrar 2023 em R$ 5,00, a moeda brasileira pode passar ao longo de 2024 por uma rodada de desvalorização e encerrar o ano em R$ 5,30. O risco de uma maior influência do governo no Banco Central é um fator de queda do Real. A credibilidade do Banco Central continuará sustentando a moeda no curto prazo.
No longo prazo, essa credibilidade em risco. Taxas de juros persistentemente altas têm sido uma “pedra no sapato” do governo. Até agora, tudo o que o governo fez foi atacar verbalmente o Banco Central, mas a relação é frágil. O próximo confronto será em junho, quando a meta de inflação pode ser revisada. Há temores de que o Banco Central se aproxime da linha do governo quando terminar o mandato do presidente Roberto Campos Neto, no final de 2024. Isso deve pesar sobre o Real. Há ainda preocupações fiscais no radar dos investidores.
O arcabouço foi bem recebido pelo mercado, mas resta saber nos próximos meses se os esperados superávits primários não são excessivamente otimistas. Dois outros temas locais também devem ser acompanhados pelo mercado internacional: a conservação da Amazônia e o potencial de a preservação atrair recursos do estrangeiro; e o acordo Mercosul-União Europeia, cuja esperança de ser alcançado agora está depositada na presidência da Espanha no bloco, na segunda metade deste ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.