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14/Abr/2023

Substituir dólar no comércio depende de aceitação

Segundo a XP Investimentos, a possibilidade de substituir o dólar por uma moeda do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o chamado banco dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nas relações comerciais entre países do bloco é importante, mas carece de detalhes e da adesão dos vários agentes envolvidos, dentre eles, as empresas que atuam no comércio internacional. Embora a importância do dólar seja um tema debatido há décadas, com várias divisas surgindo como opção à moeda norte-americana, essa é uma proposta que endereça uma necessidade das empresas que fazem negócios com outros países.

Além disso, difere do que o Brasil discutiu com a Argentina no passado. É preciso entender mais os detalhes desta proposta. O Brasil é um país com um comércio mais fechado do que aberto, mas ainda assim é um país grande, importante e é uma sinalização da proposta nessa direção. Em discurso na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou o dólar como moeda dominante nas relações comerciais. Ele sugeriu fazer comércio lastreado, por exemplo, no yuan, no Real e o peso. Existem razões para a dominância do dólar como a sua confiabilidade no comércio internacional, sua aceitação e profundidade no sistema financeiro global.

Uma empresa que faz negócios com a China, por exemplo, e recebe yuan não necessariamente vai conseguir utilizá-lo em relações com outros países como o dólar. Ou seja, o uso de outra moeda depende da aceitação também por parte do setor corporativo. O negócio sem a intermediação do dólar não facilita tanto. Pode ser uma possibilidade do comércio bilateral, mas, não necessariamente, é com outros países. Trata-se de um tema importante. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.