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10/Abr/2023

Brasil e Angola: as parcerias no setor agropecuário

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu no dia 5 de abril o Ministro das Relações Exteriores de Angola, Tete Antonio e comitiva. Durante a reunião, os ministros reforçaram a importância do diálogo entre os países, que são parceiros comerciais. Fávaro reforçou a prioridade do governo federal e o compromisso do Ministério da Agricultura no desenvolvimento de políticas de apoio aos produtores. O presidente Lula determinou a reaproximação dos dois países, a criação de laços mais fraternais que, consequentemente, vai gerar mais oportunidades. O Brasil foi o quinto parceiro comercial nas importações de Angola em 2021.

Em 2022, as exportações agropecuárias brasileiras alcançaram o valor de US$ 468,01 milhões. Os principais produtos exportados pelo Brasil para o mercado angolano foram carne de frango in natura, açúcar refinado, demais preparações de carnes, trigo e carne suína in natura. O objetivo do encontro foi reforçar a importância da continuação da cooperação entre Brasil e Angola. A visita simboliza um marco nessa parceria estratégica em prol do setor agropecuário, destacou o ministro de Angola. Também houve diálogo sobre a cooperação técnica entre os países, para o desenvolvimento de programas da agropecuária.

O Brasil pode colaborar com tecnologias de produção para agricultura tropical, por meio da Embrapa, como no desenvolvimento de políticas públicas, a exemplo do seguro rural. A atividade agropecuária em Angola é predominantemente praticada por agricultores familiares. Existem 2.370.757 produtores rurais, sendo 5.877 explorações empresariais e 2.364.880 familiares. A Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) defendeu o intercâmbio de conhecimento bilateral. A SDI tem o papel de articular junto à Embrapa uma agenda que compõe toda visão de inovação, desde o desenvolvimento tecnológico, da investigação até a agregação de valor do produto. Nessa cooperação, será possível estabelecer uma troca de aprendizados.

Atualmente, o Ministério da Agricultura possui 28 adidos agrícolas brasileiros designados junto às representações diplomáticas no exterior. Em Luanda, porto que movimenta mais de 70% das mercadorias importadas, há um adido agrícola. O adido agrícola atua na abertura, manutenção e ampliação de mercados para o agronegócio brasileiro, contribuindo para geração de divisas e empregos no Brasil. Tem o papel de identificar oportunidades, desafios e possibilidades de comércio, investimentos e cooperação. Para isso, mantêm interlocução com representantes dos setores público e privado e interagem com relevantes formadores de opinião na sociedade civil, imprensa e academia. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.