31/Mar/2023
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,1 ponto na passagem de fevereiro para março, para 86,9 pontos, a segunda alta consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o indicador teve leve queda de 0,1 ponto. Depois de uma virada de ano negativa, a confiança do comércio voltou a subir pelo segundo mês consecutivo. Em março, houve alta nos indicadores dos dois horizontes temporais, influenciados por uma melhora na situação atual e nas perspectivas mais otimistas no horizonte de seis meses, mas ainda distantes das perdas recentes, mantendo o indicador em nível historicamente baixo. Para esse cenário se sustentar seria necessário, nas próximas divulgações, resultados mais positivos e com maior amplitude, o que não parece ser o caminho dado o ambiente macroeconômico delicado. Em março, houve melhora na confiança em dois dos seis principais segmentos do comércio.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 0,3 ponto, para 86,9 pontos, segunda alta seguida. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 1,6 ponto, para 87,3 pontos. Os resultados trimestrais da confiança mostram recuo de 5,6 pontos no primeiro trimestre, após já ter encolhido 8,0 pontos no quarto trimestre de 2022. No primeiro trimestre de 2023, a situação atual teve queda de 9,1 pontos, enquanto as expectativas caíram 1,9 ponto. Esse resultado reforça o cenário de desaceleração do setor em 2023, especialmente pela queda mais acentuada nos indicadores do presente, sugerindo demanda ainda em ritmo fraco. Os últimos resultados ainda foram insuficientes para reverter essa tendência. A Sondagem do Comércio de março coletou informações de 741 empresas entre os dias 1 e 28 do mês. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 2,6 pontos na passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal, para 91,7 pontos.
Após cinco meses de quedas consecutivas, a confiança do setor de serviços subiu. Apesar do resultado positivo, a confiança recupera apenas cerca de 20% do que foi perdido nos últimos meses. Há uma percepção de melhora disseminada nos dois horizontes temporais, mas ainda concentrada em alguns segmentos e por isso ainda é cedo para imaginar uma reversão da tendência negativa. Os efeitos da desaceleração econômica ainda se mantêm presentes com um nível de atividade ainda mais fraco influenciado pela manutenção das elevadas taxas de juros, resistência da inflação e incerteza político-econômica. Em março, o Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 2,1 pontos, para 93,1 pontos. O resultado foi influenciado pelos dois componentes que compõem o ISA-S: o volume de demanda atual aumentou 2,0 pontos, para 92,2 pontos, e a satisfação sobre a situação atual dos negócios avançou 2,1 pontos, para 93,9 pontos.
O Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3,0 pontos, para 90,4 pontos, influenciado tanto pelas perspectivas de demanda nos próximos três meses (alta de 3,2 pontos, para 90,3 pontos), quanto pelo componente de tendência dos negócios para os próximos seis meses (aumento de 2,8 pontos, para 90,6 pontos). Mesmo com esse último resultado positivo, o primeiro trimestre da confiança de serviços foi negativo, com queda marginal. Apesar de ser um setor que demorou mais a se recuperar e a sentir a desaceleração da economia, esse já é o segundo trimestre de queda na confiança do setor e de forma disseminada, reforçando o cenário de atividade mais fraca para o setor. Até mesmo atividades que vinham se recuperando mais forte, como serviços prestados às famílias, mostram quedas mais intensas nesse início de 2023. A confiança dos serviços caiu 4,9 pontos no primeiro trimestre de 2023, após ter recuado 6,1 pontos no quarto trimestre de 2022. A coleta de dados para a edição de março da Sondagem de Serviços foi realizada com 1.492 empresas entre os dias 1 e 28 do mês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.