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30/Mar/2023

Brasil: concessões de crédito recuam em fevereiro

Segundo informou o Banco Central nesta quarta-feira (29/03), as concessões de empréstimos no Brasil tiveram queda de 9,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito dando sequência a uma tendência de desaceleração e recuando 0,1% no período, a R$ 5,319 trilhões. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 9,6% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 8,6% no período. Um processo de desaceleração do crédito está em curso desde meados do ano passado, quando a maioria das modalidades do setor atingiu seu pico.

No segundo semestre do ano passado houve uma desaceleração da própria atividade econômica como um todo no País, então esse pode ser um fator por trás do comportamento de crédito. O ciclo de aperto monetário também contribui para a desaceleração do crédito. A taxa Selic está atualmente em 13,75%, depois que o Banco Central promoveu um longo e intenso processo de aperto que tirou os juros do menor patamar histórico de 2%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado as condições monetárias e já disse que a Selic alta pode desencadear uma crise de crédito. A crise da varejista Americanas, que despertou preocupações sobre contágio do setor de crédito doméstico mais amplo, teve impacto pontual, ficando mais limitada aos setores de crédito de desconto e ofuscada pelo cenário macroeconômico de desaceleração da atividade.

Sobre os temores globais sobre o crédito na esteira da crise de bancos no exterior, o Banco Central atualizará suas projeções sobre o segmento em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a ser divulgado nesta quinta-feira (30/03). No mês passado, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 4,5%, repetindo a mesma taxa do mês anterior. Os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 44,2%, um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior. Por outro lado, nos recursos direcionados, houve recuo de 0,8 ponto no mês, a 11,0%. O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, aumentou para 31,6% nos recursos livres, contra 30,6% no mês anterior. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.