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23/Mar/2023

Catástrofes climáticas pressionam as seguradoras

De acordo com dados do relatório Sigma, produzido pela Swiss Re, as perdas econômicas causadas por desastres naturais alcançaram US$ 275 bilhões em 2022, sendo que US$ 125 bilhões (R$ 656 bilhões) foram cobertas por seguros. Foi o segundo ano consecutivo em que as perdas por desastres naturais que estavam cobertas por apólices de seguro superaram os US$ 100 bilhões. Dois fatores explicam esse fenômeno: a inflação, que eleva o valor dos ativos segurados, e a concentração de valor em áreas que estão expostas a catástrofes naturais. A magnitude das perdas em 2022 não é uma história de riscos naturais excepcionais, mas sim um quadro de crescente exposição à propriedade, acentuada pela inflação excepcional.

O principal causador de perdas no ano passado foi o furacão Ian, que atingiu o estado norte-americano da Flórida em setembro e levou a perdas seguradas entre US$ 50 bilhões e US$ 65 bilhões. É a segunda maior perda segurada resultante de catástrofe da história, atrás somente do furacão Katrina, de 2005. Houve ainda tempestades de granizo na França, inundações na Austrália e na África do Sul, tempestades de inverno na Europa e nos Estados Unidos e secas na Europa, fatores que ajudaram a intensificar o quadro. Isso reafirma a tendência de um aumento médio de 5% a 7% ao ano nas perdas seguradas nas últimas três décadas. No Brasil, as perdas seguradas foram de US$ 1 bilhão, puxadas por uma quebra de safras causada pela seca no início do ano passado. As culturas de soja e milho foram as mais afetadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.