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20/Mar/2023

Projeções para os indicadores econômicos do País

Na primeira rodada de projeções para os principais indicadores econômicos do País, o Ministério da Fazenda reduziu o otimismo para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Mesmo assim, a Pasta manteve as expectativas para o desempenho da atividade neste ano em um patamar bem superior ao do mercado. De acordo com a grade de parâmetros divulgada na sexta-feira (17/03) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), a estimativa para a expansão da atividade em 2022 passou de 2,1% para 1,61%. A projeção anterior havia sido feita em novembro, ainda no governo passado. As estimativas são utilizadas na confecção do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado na quarta-feira (22/03). De acordo com o Boletim Macrofiscal, a redução de 0,49% deve-se ao arrefecimento na margem dos indicadores econômicos divulgados desde o documento anterior e também aos efeitos defasados mais intensos da política monetária sobre a atividade e mercado de crédito do que o anteriormente projetado.

As perspectivas de liquidez reduzida nos Estados Unidos e em outras economias também colaboraram para a revisão da projeção anterior. Também há redução nas projeções de crescimento da economia de 2024, de 2,50% para 2,34%. Para 2025, o prognóstico aumentou de 2,50% para 2,76%. Para 2026, a estimativa passou de 2,2% para 2,42%. E para 2027, a projeção anunciada é de 2,49%. A alta de 1,61% prevista para este ano repercute a aceleração no setor Agropecuário e o arrefecimento na Indústria e em Serviços. Para o período de 2024 a 2027, a expectativa é de crescimento médio ao ano de 2,5%. Essa expansão se baseia nos planos de investimento e nas oportunidades que podem ser exploradas com a transição para uma economia verde e sustentável. A expansão também é creditada às reformas que serão implementadas ainda em 2023, como fiscal e tributária, com potencial de reduzir de forma estrutural a taxa de juros no Brasil.

No último relatório Focus (do dia 13 de março), os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram uma alta de apenas 0,89% para o PIB de 2023. Para 2024, a estimativa no Focus é de alta de 1,50%. As estimativas de mercado para os anos de 2025 e 2026 estão em 1,80% e 1,98%, respectivamente. O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2023. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta de preços neste ano passou de 4,60% para 5,31%. Para 2024, a projeção é de 3,52%. A revisão foi motivada pelo aumento na projeção de preços monitorados, apenas parcialmente contrabalanceada pela desaceleração esperada na inflação de alimentação no domicílio e de bens industriais.

A partir de 2025, espera-se convergência do IPCA para a meta de 3,00%. No último relatório Focus (do dia 13 de março), os analistas de mercado estimaram que o IPCA deve acumular alta de 5,96% em 2023 e de 4,01% em 2024. Todas as projeções para a inflação em 2023 estão bem acima do teto da meta deste ano, de 3,25%, que tem uma margem de tolerância de 1,5% (índice de 1,75% a 4,75%). No caso de 2024, a meta é de 3,00%, com margem de 1,5% (1,50% a 4,50%). O Ministério da Fazenda também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para a correção do salário-mínimo. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 4,90% para 5,16%. Para 2024, a projeção é de 3,30%. A estimativa para a alta do IGP-DI em 2023 passou de 4,55% para 3,85%. Para o próximo ano, a projeção é de 3,80%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.